PREVALÊNCIA DE HIPOTERMIA EM FELINOS ANESTESIADOS NO HUVET UNIPAMPA EM 2018

  • Renata Orlandin
  • Giovanna Bauer Valério
  • Tainã Normanton Guim
  • Alyssa Brum de Souza Pahim
  • Felipe Pratalli Martins
  • Marilia Teresa De Oliveira
Rótulo veterinária, anestesia, temperatura

Resumo

É sob temperatura corporal fisiológica que diversas funções importantes do organismo se mantém em atividade, por isso, esse parâmetro é considerado um sinal vital. A hipotermia pode ocorrer por diversos motivos em felinos. Em procedimentos anestésicos ela pode alterar a farmacocinética e aumentar o tempo de recuperação anestésica do paciente. O objetivo deste estudo é identificar a frequência de quadros hipotérmicos em felinos anestesiados no HUVet UNIPAMPA no ano de 2018. Um estudo retrospectivo foi feito com base nos prontuários dos pacientes, com ênfase na ficha anestésica de todos os felinos anestesiados em 2018 no HUVet UNIPAMPA. Os dados de cada ficha foram coletados e tabulados, para serem analisados. Com base na literatura, foi adotada uma escala para padronizar os níveis da temperatura corporal (oC), sendo assim classificado: hipertermia (>39,5); normotermia (38,5 a 39,5); hipotermia leve (38,49 a 36,5); hipotermia moderada (36,49 a 34,0); hipotermia severa (<34,0). Os dados de cada paciente, referentes a temperatura basal, do início ao final da cirurgia foram coletados. Foram analisadas as fichas anestésicas de 45 felinos submetidos a diferentes procedimentos cirúrgicos, os quais tiveram um tempo de duração de 20 a 240 minutos. Dentre esses animais, alguns não tiveram a temperatura corporal relatada em determinados momentos na ficha anestésica. Em relação a temperatura basal dos animais, três se apresentaram hipertérmicos (7,31%), nove normotérmicos (21,95%) e 29 com hipotermia leve (70,73%). Os valores da temperatura ao início da cirurgia revelaram normotermia em dois animais (5,71%), 24 estavam em hipotermia leve (68,57%) e nove em hipotermia moderada (25,71%). O incremento de pacientes com hipotermia mais acentuada se deve ao fato de que esses animais estavam sob efeito da medicação pré-anestésica e de anestésico geral. A interferência da anestesia sobre a temperatura corporal, somada a exposição tecidual, ficou ainda mais evidente ao se analisar a temperatura ao final da cirurgia, em que apenas um paciente apresentou normotermia (2,94%), 18 hipotermia leve (52,94), 14 hipotermia moderada (41,17) e um hipotermia severa (2,94%). Conclui-se que a hipotermia pós anestésica ocorreu na maioria dos pacientes avaliados. Considerando que a temperatura corporal é um importante fator a ser monitorado durante a anestesia e visando manter a segurança dos procedimentos, estratégias de prevenção à hipotermia são recomendadas.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
ORLANDIN, R.; BAUER VALÉRIO, G.; NORMANTON GUIM, T.; BRUM DE SOUZA PAHIM, A.; PRATALLI MARTINS, F.; TERESA DE OLIVEIRA, M. PREVALÊNCIA DE HIPOTERMIA EM FELINOS ANESTESIADOS NO HUVET UNIPAMPA EM 2018. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.