PROTOCOLOS DE MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA UTILIZADOS NO HUVET UNIPAMPA

  • Alyssa Pahim
  • Alyssa Pahim
  • Giovanna Bauer Valério
  • Tainã Normanton Guim
  • Renata Orlandin
  • Felipe Pratalli Martins
  • Marilia Teresa De Oliveira
Rótulo MPA, Opioides, Fenotiazínicos, Anestesiologia, Veterinária

Resumo

A medicação pré-anestésica (MPA) é uma etapa essencial do procedimento anestésico. Ela tem como finalidade reduzir a agressividade e ansiedade do paciente, fornecer uma boa sedação e, consequentemente, diminuir o requerimento de fármacos utilizados na indução anestésica. Reconhecendo sua importância, o objetivo do presente estudo foi identificar a frequência da utilização de diferentes protocolos empregados na MPA de cães e gatos anestesiados no Hospital Universitário Veterinário (HUVet) - UNIPAMPA no ano de 2018. Para tal, foi realizado um estudo retrospectivo, a partir da análise da ficha anestésica de cães e gatos submetidos a anestesia no período de janeiro a dezembro de 2018, seguido da tabulação dos dados obtidos. Foram excluídos do estudo cinco animais, por não constar no prontuário o protocolo de MPA empregado. Durante o ano de 2018, 208 cães (82,2%) e 45 gatos (17,8%) foram submetidos a algum tipo de procedimento anestésico, sendo que desses procedimentos, 50,5% e 55,5% tratavam-se de ovariohisterectomias, em cães e gatos, respectivamente. Dos animais avaliados, 50,5% dos cães e 57,8% dos gatos receberam classificação ASA I. Esse dado demonstra que a maioria dos animais eram hígidos e não apresentavam comorbidades. Os fármacos utilizados, de forma menos frequente nos protocolos de MPA em cães e gatos foram, respectivamente: anestésicos dissociativos (9,1% e 33,3%); benzodiazepínicos (20,2% e 17,8%); e o alfa 2 agonista dexmedetomidina, utilizado em apenas um canino. Dentre os fármacos mais empregados para a realização da MPA, os mais frequentes foram os opioides. Metadona, morfina, meperidina e tramadol em cães, sendo utilizados em 95,7% dos protocolos, e metadona e morfina em gatos, empregados em 95,5% dos protocolos. Da classe dos fenotiazínicos, a acepromazina foi utilizada em muitos protocolos, principalmente associada aos opioides (44,2% dos casos em cães e 53,3% em gatos). Os opioides, por serem os fármacos responsáveis pelo controle da dor, são de extrema importância em procedimentos anestésicos e quando utilizados na MPA proporcionam analgesia preemptiva aos pacientes. Seu uso associado aos fenotiazínicos caracteriza uma neuroleptoanalgesia, capaz de reduzir a ansiedade dos pacientes e, até mesmo, o requerimento de fármacos indutores. Tais características justificam sua ampla utilização. A partir da análise dos dados, é possível concluir que a medicação pré-anestésica com o uso de opioides e fenotiazínicos, produzindo neuroleptoanalgesia, foi o protocolo mais utilizado para a anestesia de cães e gatos submetidos a procedimentos cirúrgicos no HUVet UNIPAMPA no ano de 2018.

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Publicado
2020-11-20
Como Citar
PAHIM, A.; PAHIM, A.; BAUER VALÉRIO, G.; NORMANTON GUIM, T.; ORLANDIN, R.; PRATALLI MARTINS, F.; TERESA DE OLIVEIRA, M. PROTOCOLOS DE MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA UTILIZADOS NO HUVET UNIPAMPA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 12, n. 2, 20 nov. 2020.