CONTRIBUIÇÃO PARA PESQUISA EM COMUNIDADES REMANESCENTES DE QUILOMBO

  • Shirlei Rosa
  • Ronaldo Bernardino Colvero
Rótulo 1, Quilombo, 2, Narrativas, 3, Memórias, 4, Lugares

Resumo

As comunidades quilombolas surgem na investida de fuga da situação de escravizado, constituem se em um lugar onde essa população poderiam pensar novas estratégias de resistência, formas de viver. É na década de 1970 que as comunidades quilombolas adentram nas discussões de memória histórica e na historiografia brasileira. Intelectuais negros ressignificam o conceito de quilombo em debate nos bancos universitários.Tencionando a compreensão da existência e reminiscência de um povo que luta por sua permanência em seu território. Beatriz nascimento criticava a historiografia por eles não se atentarem na dinâmica e diferenciação do tempo,compreendendo o conceito de quilombo, como um momento, esquecendo-se de dar enfoque nas passagens da historia social do negro neste território, da sua ancestralidade. Milton Santos salienta que todo criação de objetos responde a condições sociais e técnicas presentes num dado momento histórico. Nesse sentido o espaço, quilombo, apresenta mudanças, ao longo do tempo, criando objetos, e demarcando o lugar. Nós propomos por objetivo geral apresentar as fontes orais como centralidade em pesquisa nas comunidades quilombolas. Traçar o uso das memórias a partir do conceito de lugares de memória de Pierre Nora, o sentimento de continuidade em meio ao passado que se confunde ao uma memória esfacelada. Entendendo aqui as fontes orais e as suas potencialidades em pensar nas redes que compõem a história, o indivíduo, as suas experiências e vivência presente nas narrativas, que toma forma por meio de um experiência, da narração oral, Alessandro Portelli (2010,p.20) considera que os conteúdos da memória são evocados e organizados verbalmente no diálogo interativo entre fonte e historiador, entrevistado e entrevistador. As fontes orais apresentam uma complexa rede de relações e intersecções,Chimamanda Ngozi Adichie (2019,p.14) pois nela apresenta o poder é a habilidade não apenas de contar a história de outra pessoa, mas de fazer que ela seja sua história definitiva. Conforme salienta Maurice Halbwachs (1990), quanto mais compartilhada a memória mais ela permanece. O sociólogo coloca a memória histórica enquanto a busca por um retorno para o presente, gerando imagens, marcas unitárias do processo histórico, o que diferencia a memória coletiva é uma corrente de pensamento contínuo de uma continuidade que nada tem de artificial, já que retém do passado somente aquilo que ainda está vivo ou capaz de viver na consciência do grupo que a mantém (p.81-82). A partir da suas interações, a memória se constrói, adapta se com as mudanças e situações vivenciadas Esta pesquisa busca contribuir para o método de pesquisa a ser realizado na minha dissertação de mestrado Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPEL), evidenciando a contribuição da memória nas fontes orais em pesquisas nas comunidades quilombolas Palavras-chave: 1. Quilombo 2. Narrativas 3. Memórias 4. Lugares de Memórias

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
ROSA, S.; BERNARDINO COLVERO, R. CONTRIBUIÇÃO PARA PESQUISA EM COMUNIDADES REMANESCENTES DE QUILOMBO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.