CARACTERIZAÇÃO DE AZEITE DE OLIVA EXTRAVIRGEM SUBMETIDO AO AQUECIMENTO DOMÉSTICO POR ESPECTROSCOPIA RAMAN

  • Jean Laner
  • Daniele Ferreira Lopes
  • Valeska Marcolin Scuro
  • Eduardo Ceretta Moreira
Rótulo Azeite, oliva, extravirgem, Olivicultura, Espectroscopia, Raman

Resumo

Nas últimas duas décadas, a região do Pampa Gaúcho vem se consolidando no cenário nacional pela olivicultura, que tem como seu principal produto o azeite de oliva extravirgem. Este pode ser considerado como um alimento complexo que contém ácidos graxos, vitaminas, pigmentos, compostos voláteis e antioxidantes. Assim, investigar e caracterizar o azeite de oliva mostra-se fundamental para o melhoramento deste produto, bem como entender o seu comportamento quando submetido ao uso doméstico, em especial quando do seu aquecimento e a possível alteração na sua estrutura química. Com esse enfoque, tem-se a espectroscopia Raman, ferramenta analítica de alta resolução que permite a obtenção de informações químicas da amostra em pouco tempo e sem a necessidade de preparo daquela. Baseada na luz, monocromática, colimada, coerente e de determinada frequência, espalhada ao incidir sobre o material a ser estudado, fornece informações vibracionais da molécula, e por sua elevada precisão é considerada uma técnica consolidada no meio científico. O objetivo deste trabalho é investigar por meio da espectroscopia Raman se ocorrem alterações estruturais em nível molecular do azeite de oliva extravirgem submetido ao aumento de sua temperatura. Desta forma, simulou-se, experimentalmente, situações de uso doméstico onde há o aquecimento do azeite. As amostras foram analisadas em espectrômetro Raman, utilizando laser Nd: YAG com comprimento de onda de excitação de 1064 nm operando em temperatura ambiente. Os espectros obtidos apresentaram vibrações moleculares concentrados entre as regiões de 800-1800 cm-1 e 2700-3100 cm-1, sendo possível identificar os grupos moleculares conformadores do analito, tais resultados são coerentes com a bibliografia relacionada. Ressalta-se que as amostras submetidas ao tratamento térmico tiveram sua coloração e viscosidade alterada substancialmente. Conclui-se que a técnica utilizada é adequada para análise da estrutura molecular de azeites. Ressalva-se, que não se pode afirmar sobre riscos ou benefícios que o consumo de azeites submetidos a estas temperaturas pode ocasionar. Assim, a espectroscopia Raman pode ser incluída na gama de técnicas atualmente utilizadas na caracterização de azeites comestíveis.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
LANER, J.; FERREIRA LOPES, D.; MARCOLIN SCURO, V.; CERETTA MOREIRA, E. CARACTERIZAÇÃO DE AZEITE DE OLIVA EXTRAVIRGEM SUBMETIDO AO AQUECIMENTO DOMÉSTICO POR ESPECTROSCOPIA RAMAN. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.