CARACTERIZAÇÃO DAS MICROALGAS SYNECHOCCOCUS NIDULANS E SPIRULINA PLATENSIS PARA OBTENÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS

  • Isadora Benvegnu
  • Isadora Antonov
  • Luiza Nunes Portinho
  • Fabio Garske da Fonseca
  • Fernando Junges
  • Paulo Fernando Marques Duarte Filho
  • Marcilio Machado Morais
Rótulo Microalga, Synechoccocus, Nidulans, Spirulina, platensis, Caracterização, biomassas, Biocombustíveis

Resumo

O crescimento populacional mundial juntamente com o desenvolvimento econômico vem ocasionando uma grande demanda de recursos necessários para a produção de bens e serviços, acelerando a escassez dos recursos naturais e acentuando a utilização de combustíveis fósseis. Esse fato, por sua vez, acaba proporcionando gradualmente a geração de resíduos, agravando assim questões primordiais como a preocupação com a poluição ambiental, o efeito estufa e questões climáticas resultantes. A busca emergencial por novas matérias-primas que substituam a utilização de tais insumos acabam por se tornar pautas que requerem pesquisas e tecnologias constantes, bem como necessitam de aprimoramento de processos recorrentes. Pesquisas que utilizam microalgas para a produção de biocombustível vêm sendo desenvolvidas, tendo em vista que sua biomassa apresenta uma vasta gama de vantagens, onde se destacam a alta eficiência fotossintética, sua facilidade de cultivo, colheita e adaptação. Neste contexto, o presente trabalho teve por objetivo caracterizar duas espécies de microalgas: Synechococcus nidulans e Spirulina platensis, ambas isoladas pelo Laboratório de Engenharia Bioquímica da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Este é uma das etapas de um trabalho que busca a produção de biocombustíveis a partir destas matérias primas. Foram realizadas as análises de umidade, cinzas, proteínas, lipídeos e carboidratos de ambas as espécies. As metodologias empregadas para as análises foram: (i) umidade; (ii) cinzas; (iii) proteínas (de acordo com Instituto Adolfo Lutz (2008)); (iv) lipídeos (onde foi utilizada a metodologia chamada Bligh and Dyer, conforme Manirakiza P., Covaci A., Schepens P. (2001)); e (v) carboidratos, onde este foi calculado por diferença. Os valores encontrados para a Spirulina platensis foram 7,76% ± 0,09 de umidade, 14,02% ± 1,03 para cinzas, 28,30% ± 0,27 para proteínas, 7,45% ± 0,40 para lipídeos e 42,48% ± 2,35 para carboidratos. Para a Synechococcus nidulans foram encontrados 8,15% ± 0,09 de umidade, 8,2% ± 0,15 para cinzas, 32,95% ± 0,04 para proteínas, 11,83% ± 4,36 para lipídeos e 38,75% ± 4,30 para carboidratos. Utilizando as mesmas metodologias para a microalga Chlorella pyrenoidosa (3), Waghmare, A.G.; Salve1, M.K.; LeBlanc, J.G.; e Arya, S.S. (2016) encontraram os seguintes valores 6,42% ± 0,34 de umidade, 4,56% ± 0,26 de cinzas; 45,02% ± 2,73 de proteínas e 22,89% ± 1,78 de carboidratos. Comparando os resultados obtidos das microalgas utilizadas no presente estudo com a bibliografia, principalmente no que se refere à quantidade de carboidratos, pôde-se inferir que ambas possuem grande potencial para aplicação em processos de sacarificação para posteriormente à produção de bioetanol.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
BENVEGNU, I.; ANTONOV, I.; NUNES PORTINHO, L.; GARSKE DA FONSECA, F.; JUNGES, F.; FERNANDO MARQUES DUARTE FILHO, P.; MACHADO MORAIS, M. CARACTERIZAÇÃO DAS MICROALGAS SYNECHOCCOCUS NIDULANS E SPIRULINA PLATENSIS PARA OBTENÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.