ELABORAÇÃO DE BIOFILMES DE QUITOSANA ADICIONADOS DE ÓLEO DO BAGAÇO DA OLIVEIRA

  • Caroliny Quines
  • Fernanda Saraiva Gomes Brazeiro
  • Catarina Motta de Moura
Rótulo Biopolimero, Embalagem, Propriedades, mecânicas

Resumo

Sabe-se que os resíduos sólidos gerados pelo plástico e por outros materiais utilizados em embalagens afetam o meio ambiente, causando inúmeras consequências negativas, afetando a qualidade de vida. Com o objetivo de reduzir tais impactos, muito tem se estudado sobre a reciclagem de embalagens e até mesmo sobre filmes biodegradáveis. Esses filmes são conhecidos por provirem de materiais biodegradáveis. Entre as matrizes poliméricas utilizadas, destaca-se a quitosana que é um polímero natural oriundo da quitina que está presente em carapaças de crustáceos, parede celular de fungos, entre outros. O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de biofilmes a base de quitosana (Q), glicerol (G) e óleo do bagaço da oliveira (OB), obtendo como respostas variação de cor (∆E), propriedades mecânicas (RT e A) e espessura (L). Os filmes foram desenvolvidos utilizando a técnica casting. Todas as soluções filmogênicas foram preparadas com uma massa de sólidos de 2 g (b.s.), para que estes pudessem ser comparados entre si, já que foram elaborados duas diferentes formulações variando a quantidade de Q e OB, além do filme controle elaborado somente com quitosana. Na formulação do filme controle foi adicionado 1,8 g de Q, já no filme A foi adicionado 1,7 g de Q e 0,1g OB e no filme B 1,6 g de Q e 0,2 g OB. Em todas as formulações foram adicionados 0,2 g de glicerol (plastificante). As soluções foram agitadas a 300 rpm durante 1 h para formar a mistura, e filtrada em funil com papel filtro. Em seguida, as soluções (50 mL) foram vertidas nas placas de acrílico e submetidos ao processo de secagem em estufa à 40°C por 48 h. A ∆E foi determinada utilizando o sistema Minolta, a RT e o A foram analisadas em um texturometro seguindo normas oficiais, já para a L foi utilizado um micrometro digital. A partir das análises realizadas obteve-se uma ∆E de 13,84±0,69 para o filme controle e para o filme A e B esta variação foi de 11,23±0,10 e 9,49±0,02, respectivamente. Com relação a RT para o filme controle foi encontrado um valor de de 62,1±0,20 MPa, para o filme A e B o valor encontrado foi de 10,7 ±0,02 e 11,0±0,06 MPa, respectivamente. Com relação ao alongamento este foi de 4,03±0,01%, 4,55±0,00% e 6,72±0,24% para os filmes controle, filme A e filme B, respectivamente. Já com relação a espessura os valores encontrados foram de 0,0061±2×10-4 mm, 0,011±1,2×10-3 mm e 0,011±0,00 mm, respectivamente para os filmes controle, A e B. A partir dos resultados obtidos, conclui-se que em relação a variação de cor quanto maior a quantidade do OB adicionado, maior será a variação de cor em relação ao controle, o mesmo acontece com relação ao A, ou seja, quanto maior a quantidade de OB maior o alongamento dos filmes, já quanto a RT ela diminui com a adição do OB, isso se dá devido a interação das cadeias poliméricas com a fração lipídica. Em relação à espessura houve um aumento quando foi adicionado o OB isso pode ter ocorrido devido a formação de bolhas durante a secagem.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
QUINES, C.; SARAIVA GOMES BRAZEIRO, F.; MOTTA DE MOURA, C. ELABORAÇÃO DE BIOFILMES DE QUITOSANA ADICIONADOS DE ÓLEO DO BAGAÇO DA OLIVEIRA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.