PREPARAÇÃO DA CASCA DE LICHIA PARA ADSORÇÃO DE CORANTE EM EFLUENTES LÍQUIDOS

  • Isadora Preigschadt
  • Nathália Favarin da Silva
  • Raíssa da Cunha Bevilacqua
  • Matias Schadeck Netto
  • Evandro Stoffels Mallmann
  • Guilherme Luiz Dotto
Rótulo Resíduo, agroindustrial, 1, Adsorção, 2, Efluentes, industriais, 3, Estudo, cinético, isotérmico, 4

Resumo

Devido ao aumento das atividades industrias, é necessário o tratamento dos efluentes gerados, em destaque o setor têxtil. Dessa forma, utiliza-se a adsorção como técnica de baixo custo, fácil operação e que gera alta eficiência na remoção de moléculas de um fluido a uma superfície sólida. Nesse trabalho, avaliou-se o potencial adsorvente de corantes em meio líquido da casca de lichia, resíduo agroindustrial, através de um estudo cinético e isotérmico. Através da cinética de adsorção é possível determinar o tempo de equilíbrio para a remoção do corante. Já o estudo isotérmico descreve a influência da concentração inicial do adsorbato no processo, informando a capacidade máxima de adsorção. As lichias foram adquiridas em um mercado local, onde a casca após ser separada do fruto, foi secada a uma temperatura de 80 °C por 48 horas. Em seguida, a casca foi cominuída em um moinho de sapatas até uma granulometria de 0,5 mm. Os testes de adsorção foram conduzidos em batelada, em temperatura ambiente, com dosagem de adsorvente de 1 g/L, agitação de 150 rpm e um pH de 10. A concentração inicial de corante no estudo cinético foi de 100 mg/L, e os modelos de Pseudo Primeira Ordem (PPO) e Pseudo Segunda Ordem (PSO) foram utilizados para descrever os dados experimentais. Na cinética de adsorção, alíquotas foram retiradas em tempos de 5, 10, 15, 20, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos para determinação da concentração residual de corante presente na fase líquida. Na isoterma de adsorção foram utilizadas concentrações iniciais de corante de 25, 50, 100, 150 e 200 mg/L, onde o tempo de contato entre adsorvato/adsorvente foi de 3 horas. Os modelos utilizados para descrever os dados isotérmicos foram os modelos de Freundlich e Langmuir. Os resultados mostraram que a cinética é melhor descrita pelo modelo de Pseudo segunda ordem, uma vez que possui um coeficiente de determinação (R²) e um coeficiente de determinação ajustado (R² adj) maior que o modelo PPO. Os valores de R² e R² adj para o modelo de PPO foram de 0,983 e 0,981, enquanto que para os modelos PSO os valores foram de 0,998 e 0,997 respectivamente. Em relação ao tempo de equilíbrio, em apenas 20 minutos mais de 90% da quantidade de corante presente no início do processo foi adsorvido. Os resultados da isoterma de adsorção mostraram que a adsorção de violeta cristal por casca de lichia foi melhor descrita pelo modelo de Langmuir, que indica a formação de uma monocamada de adsorvato na superfície do adsorvente. O valor de R² e R² adj para o modelo de Freundlich são respectivamente 0,931 e 0,913 enquanto que para o modelo de Langmuir os valores são 0,981 e 0,976, indicando um bom ajuste aos dados experimentais. O valor da capacidade máxima de adsorção teórica da casca de lichia encontrado foi de 202,5 mg de corante por grama de adsorvente. Assim, devido à rápida cinética e a alta capacidade de adsorção, a casca de lichia pode ser considerada um adsorvente em potencial para a remoção de corantes em meios aquosos.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
PREIGSCHADT, I.; FAVARIN DA SILVA, N.; DA CUNHA BEVILACQUA, R.; SCHADECK NETTO, M.; STOFFELS MALLMANN, E.; LUIZ DOTTO, G. PREPARAÇÃO DA CASCA DE LICHIA PARA ADSORÇÃO DE CORANTE EM EFLUENTES LÍQUIDOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.