DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DO GRADIENTE DE PRESSÃO ATRAVÉS DE UMA REDE IRREGULAR DE DADOS DE PRESSÃO

  • Sueldes Felyx
  • Kalew Felyx
  • Luiz Eduardo Medeiros
Rótulo Gradiente, pressão, Aceleração, local, Árvore, atmosférica, Campos, perturbação, Estações, meteorológicas

Resumo

i) Introdução: A comparação da aceleração local do vento ao gradiente de pressão atmosférico de uma região exige que se obtenha um campo de pressão. Com o campo de pressão determina-se o gradiente de pressão horizontal. A dificuldade do processo é que os dados de pressão medidos no campo, vêm de estações meteorológicas de superfície instaladas de forma irregular. ii) Objetivo(s): Para isso é necessário a interpolação de pontos irregulares de pressão para pontos regulares de uma grade bidimensional previamente escolhida. Através da grade regular é possível obter o gradiente zonal (oeste-leste) e o meridional de pressão (sul-norte). Desta maneira, os objetivos do estudo foram criar uma grade regular bidimensional discreta de pressão utilizando um método numérico, calcular o gradiente de pressão a partir dela, e compará-lo à aceleração local. iii) Materiais e Métodos: Para construir o campo de pressão e a força do gradiente de pressão (PGF), foram utilizados dados horários das estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia. Primeiramente, determina-se o valor médio da pressão em longo prazo para cada estação e, após isso, subtrai-se os mesmos dados horários. O resultado desse processo é uma série temporal horária de perturbação de pressão. Os dados dessa perturbação distribuídos de forma irregular sobre a superfície da Terra são interpolados para uma grade regular com resolução de 0,5 grau x 0,5 grau. A interpolação utilizou a técnica da triangulação, onde três estações são usadas para cada ponto interpolado. A técnica consiste da formação de um triângulo imaginário em torno de cada ponto interpolado, sendo em que cada vértice do triângulo há uma estação. Os PGF das estações de superfície foram obtidos através do ajuste de uma reta via do método dos mínimos quadrados médios (LMS). O PGF zonal (coeficiente angular) foi obtido a partir do ajuste da reta ao longo de pontos situados a 100 km a oeste, e 100 km a leste das estações. O mesmo processo foi adotado para o PGF meridional, porem usando os pontos ao sul e ao norte das estações. iv) Resultados e Discussão: Apesar do PGF tender a ser um termo motriz do balanço de momentum horizontal, a aceleração local do escoamento, para a maioria das horas do período (2015 e 2016), não pareceu ser controlada pelo PGF. Entretanto em algumas ocasiões pode-se observar que a direção da aceleração local coincidia com a direção do PGF. Talvez isso tenha acontecido porque as variações espaciais de pressão ocorram em distâncias inferiores à usada para o cálculo do PGF. v) Conclusão: Através da técnica desenvolvida foi possível construir campos de perturbação de pressão, e a partir dos mesmos determinar-se o PGF. Também determinou-se o vetor aceleração local através das medidas horárias de velocidade do vento. A comparação entre PGF com os dados de aceleração local mostrou fraca correlação entre ambos. Conjectura-se que tal fato possa ser explicado pela baixa resolução espacial na qual se determinou o PGF.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
FELYX, S.; FELYX, K.; EDUARDO MEDEIROS, L. DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DO GRADIENTE DE PRESSÃO ATRAVÉS DE UMA REDE IRREGULAR DE DADOS DE PRESSÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.