ANÁLISE DO FLUXO DAS IMPORTAÇÕES DO AZEITE DE OLIVA DE DADOS OBTIDOS NO MDIC

  • Paulo da Silva
  • Ana Júlia Teixeira Senna Sarmento Barata
Rótulo Azeite, oliva, virgem, Economia, Florestal, Produto, florestal, não, madeireiro

Resumo

O Brasil é um importante consumidor de azeite de oliva, porém, não produz o suficiente para a sua demanda, o que faz com que se torne um grande importador deste óleo vegetal (IOC, 2019). A demanda é estimulada pela divulgação dos benefícios do produto à saúde humana e da mudança de comportamento pelos consumidores (INMETRO, 2015) e, também, devido à Gastronomia Gourmet(FREST, 2019). Este trabalho teve como objetivo analisar o fluxo das importações de azeite de oliva virgem a partir dos dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O azeite de oliva virgem consiste em um produto extraído dos frutos por processos mecânicos e filtros, sob temperatura controlada, mantendo-se a natureza original do produto (OLIVA,2019). Para o alcance do objetivo, elaborou-se uma revisão bibliográfica sobre produção e comercialização de azeite de oliva.Buscou-se no site do MDIC dados de importação (em volume) para o período de janeiro de 2015 à julho 2019. Os dados coletados referem-se as importações brasileiras, utilizando a Nomenclatura Comum do Mercosul. Estes foram lançados em planilha Excel e, posteriormente, analisados. Calculou-se o coeficiente de determinação, também chamado de R², buscando verificar quanto a variável conseguia explicar os valores observados. Para fins de análise focou-se no azeite de oliva virgem e avaliou-se os principais países importadores. Realizou-se as seguintes análises: A)As análises de mesmo mês entre anos e B) Análises das médias entre os anos.Os resultados obtidos foram: "A"os valores de importação de azeite oriundo de Portugal apresentaram-se crescentes. No entanto, as importações foram irregulares quando se analisa o azeite advindo da Argentina, Chile, Espanha, França e Itália. E "B" foram crescentes para Argentina (R2 = 0,70), Chile (R2 = 0,78) e Portugal (R2 = 0,898). Já Espanha (R2 =0,19), França (R2 = 0,001) e Itália (R2 = 0,71) apresentaram valores decrescentes. Quanto a importação de azeite virgem há dois picos de comercialização, um no mês antes da Páscoa e um outro antes do Natal. As análises de"A"ede "B" mostraram-se irregulares, uma vez que o fluxo de comércio sofre interferências decorrentes da alta do dólar eda crise econômica mundial. Hoje o Brasil necessita de mão de obra especializada, de desenvolvimento de pesticidas específicos, controle de manejo integrado e credenciamento de laboratórios pelo MAPA e ANVISA(OLIVEIRAS, 2018).Além disso, faltam associações e cooperativas que possibilitem a aquisição conjunta de prensas.Recentemente, o governo gaúcho decretou a redução de ICMS para 7% e criou a Rota das Oliveiras para turismo. Enfim, os dados de importações de azeite de oliva virgem no Brasil mostraram que há necessidade de impulsionar o desenvolvimento da Olivicultura. Para isso, é preciso sanar deficiências na produção de mudas, mão de obra, no controle e manejo adequado de pragas, dentre outras lacunas a serem preenchidas.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
DA SILVA, P.; JÚLIA TEIXEIRA SENNA SARMENTO BARATA, A. ANÁLISE DO FLUXO DAS IMPORTAÇÕES DO AZEITE DE OLIVA DE DADOS OBTIDOS NO MDIC. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.