O USO DA REALIDADE AUMENTADA COMO FERRAMENTA DE APOIO AO PROCESSO DE REABILITAÇÃO FÍSICA

  • Gisela Bairros
  • Bryan Paiva
  • Arthur Teixeira
  • Renato Souza
  • Marcos Chaves Ferreira
  • Erico Marcelo Hoff Do Amaral
Rótulo Realidade, aumentada, Reabilitação, amputados, Eletromiografia, Dor, fantasma

Resumo

Estima-se um número de aproximadamente 10 milhões de amputados na população mundial, dos quais 70% relatam sofrer de dor de membro fantasma, segundo Dijkstra et al. (2002). Atualmente, as clínicas de reabilitação física fazem uso de diversas técnicas para estimulação dos músculos de membros amputados, tais como técnica-espelho, hipnose, acupuntura e medicamentos. Porém, a reabilitação é um processo lento e desgastante, resultando em um alto grau de desistência dos indivíduos. Tendo em vista isso, Max Ortiz et al. (2016) comenta que a utilização de tecnologias como Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) permite desafiar os pacientes com diferentes níveis de dificuldade, mantendo-os entretidos e motivados. Nesse contexto, o objetivo do presente projeto é a proposta de construção de uma solução computacional utilizando RA integrada a um microcontrolador Arduino e técnicas de monitoramento e processamento de sinais eletromiográficos (EMG), de modo a possibilitar a simulação de atividades relacionadas ao processo de pré-protetização, visando estimular a capacidade cerebral e muscular durante o processo de reabilitação. Espera-se também, que este estudo resulte em um instrumento válido para o acompanhamento da evolução dos pacientes. O projeto está sendo desenvolvido baseado em um método científico (CERVO et al. 2007), considerando para isto a experimentação, observação e coleta de dados relacionados à aplicação. Assim, este estudo se divide nas etapas de: Levantamento teórico, Construção de um modelo virtual, Identificação das aplicações desta solução, Proposição de um método para utilização da solução, Validação e Discussão dos resultados. A partir dos experimentos realizados até então, foi validado o reconhecimento de um marcador para o vestimento do protótipo em RA, permitindo a execução de movimentos com o braço virtual. Até o momento foi efetuada a implementação inicial do projeto, por meio da qual identificou-se que o protótipo apresentou um desempenho desejável na execução de movimentos básicos, bem como na interação desta prótese com outro objeto virtual. Destaca-se também, a resposta na determinação dos movimentos de acordo com sinal dos sensores EMG em tempo real. Com base no que foi visto, a proposta do presente projeto é uma solução computacional que, com base na técnica-espelho, visa controlar os movimentos de um braço virtual e simular um conjunto de atividades, fazendo uso de um computador com um ambiente previamente projetado. Dessa forma, através da interatividade e imersão do paciente, a aplicação deve estimular áreas motoras do córtex e de feedback visual, auxiliando no processo de pré-protetização e mantendo o paciente motivado. Como seguimento, pretende-se propor e implementar atividades com níveis de dificuldade diferenciados. Durante as próximas etapas, serão realizados testes no Serviço de Reabilitação Física de Bagé, visando avaliar o impacto desta tecnologia na evolução e motivação dos pacientes.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
BAIRROS, G.; PAIVA, B.; TEIXEIRA, A.; SOUZA, R.; CHAVES FERREIRA, M.; MARCELO HOFF DO AMARAL, E. O USO DA REALIDADE AUMENTADA COMO FERRAMENTA DE APOIO AO PROCESSO DE REABILITAÇÃO FÍSICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.