RECUPERAÇÃO DOS LIMITES DAS SESMARIAS DO MUNICÍPIO DE ITAQUI, RS, ATRAVÉS DE TÉCNICAS DE GEOPROCESSAMENTO

  • Richard da Silva
  • Dieison Morozoli da Silva
  • Sidnei Luis Bohn Gass
Rótulo Georreferenciamento, SIG, Cartografia, QGIS

Resumo

Com o avanço das tecnologias de geoprocessamento, a recuperação de mapas antigos, torna-se cada vez mais eficaz. Isso possibilita a inserção desses documentos em diversos bancos de dados que, tornam possíveis e práticas as resoluções de diversos problemas. As sesmarias foram faixas de terras, a serem cultivadas, cedidas pela Coroa Portuguesa aos seus representantes, por um período de cinco anos e com uma certa tributação, que no RS ocorreu a partir de 1700 (FAUSTO, 1996; AGUIAR, 2007). A cartografia tem como objetivos conhecer e representar uma superfície e reúne todos os processos científicos, técnicos e artísticos de elaboração de um mapa (JOLY, 2009). O georreferenciamento dá-se pelos processos de manipulação e vinculação a um sistema de coordenadas, de um determinado dado em um SIG e, a vetorização trata-se de um processo que transporta elementos de uma imagem para o formato vetorial (FITZ, 2008). Os objetivos do presente estudo foram georreferenciar a imagem do Mapa do Município de Itaqui, de 1922, e vetorizar os limites das sesmarias. Os materiais utilizados foram o Mapa do Município de Itaqui, datado de 1922 na escala 1:100.000, que passou por digitalização em escâner de grande formato, as bandas 4, 5 e 6 do satélite Landsat-8, do dia 16/05/2019, com resolução espacial de 30 metros, e o software QGis 3.4.10. Os pontos de controle para o georreferenciamento do mapa foram obtidos a partir da composição colorida 654 das imagens do satélite Landsat-8, utilizando-se a ferramenta georreferenciador do QGIS. Após a coleta dos pontos de controle, escolheu-se a transformação linear, o método de reamostragem vizinho mais próximo e o SRC SIRGAS2000 UTM zona 21S, finalizando assim, o georreferenciamento. O processo de vetorização foi executado através da extração dos limites das sesmarias os quais foram armazenados num arquivo vetorial (ShapeFile), possibilitando seu uso em conjunto com outros dados do território municipal de Itaqui. As distorções percebidas na imagem georreferenciada, oriundas dos processos de produção, de conservação e de conversão dos dados, puderam ser desconsiderados, considerando a própria escala de referência do dado original. A vetorização possibilitou uma melhor visualização e entendimento de como era a divisão territorial do município de Itaqui em 1922. Desta forma, o dado oriundo desses dois processos, pode servir como base para outros estudos, como a criação de um SIG, por exemplo, que reúna informações cadastrais da evolução da ocupação das terras no município de Itaqui. AGUIAR, D. S. M. Boletim gaúcho de geografia: os primórdios da formação socioespacial do litoral norte do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: AGB, 2007. FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996. FITZ, P. R. Geoprocessamento sem complicação. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. JOLY, F. A cartografia. 12 ed. Campinas: Papirus, 2009.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
DA SILVA, R.; MOROZOLI DA SILVA, D.; LUIS BOHN GASS, S. RECUPERAÇÃO DOS LIMITES DAS SESMARIAS DO MUNICÍPIO DE ITAQUI, RS, ATRAVÉS DE TÉCNICAS DE GEOPROCESSAMENTO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.