RELAÇÃO ENTRE A PROBABILIDADE DE DEPRESSÃO PÓS-PARTO E O ALEITAMENTO MATERNO EM DIFERENTES AMBIENTES INTRAUTERINOS.

  • Lucas Lemos
  • Fabiana Copes Cesario
Rótulo 1, Depressão, pós-parto, 2, Tempo, aleitamento, materno, 3, Ambientes, intrauterinos

Resumo

Evidencia-se que o aleitamento materno proporciona diversos benefícios para a nutrição infantil, sendo este o foco de estudos de interesse multiprofissional por seu valor nutricional, imunológico e por estimular o contato físico e estreitar o vínculo materno-filial, agregando para o desenvolvimento biopsicossocial da criança. A possível associação entre a depressão pós-parto e piores indicadores de aleitamento tem sido amplamente discutida na literatura atual sobre os determinantes das práticas de alimentação no primeiro ano de vida, incluindo o aleitamento materno e a sua duração. Partindo da problemática apresentada, se corrobora a importância do objetivo do estudo em verificar a relação da probabilidade de sintomas depressivos maternos pós-parto com o tempo de aleitamento materno e seus fatores associados, em mulheres pertencentes a cinco ambientes intrauterinos diferentes, sendo elas mães hipertensas, diabéticas, fumantes, com restrição de crescimento intrauterino e controle. Trata-se de um estudo observacional longitudinal composto de 229 pares mães-bebês selecionadas em dois hospitais públicos em Porto Alegre/RS, do nascimento até os 6 meses de vida da criança. As mães foram chamadas e entrevistadas pessoalmente nos hospitais até 48 horas após o parto. As entrevistas com 7, 15, 90 dias foram realizadas em ambiente domiciliar e as entrevistas com 30 e 180 dias no hospital. A duração de aleitamento materno foi avaliada em dias, não considerando a introdução de outros leites ou alimentos complementares. Para testar as associações entre o desfecho e as variáveis, teste qui-quadrado, correlação de Pearson e análise de Variância ou Kruskal-Wallis foram realizados. A partir da metodologia desenvolvida observou-se que em relação as variáveis sociodemográficas a média de idade das mães com restrição de crescimento foi inferior à média dos demais grupos, porém em relação ao tipo de parto o grupo de mães hipertensas possuiu maior percentual de parto cesárea em comparação aos demais, ainda o número de consultas pré-natal do grupo de mães tabagistas foi significativamente menor quando comparado aos grupos. O maior tempo médio de aleitamento foi do grupo de mães hipertensas de 159 dias assim como também teve o maior período de aleitamento apontado de 178 dias, enquanto a menor média de 155 dias foi verificada nas mães com restrição de crescimento também tendo o menor período de 134 dias de aleitamento, o grupo de tabagistas teve valor semelhante ao controle. Encontrou-se o tempo médio geral de aleitamento materno de 158 dias, além da probabilidade de depressão que foi de 18,3%, 16,3% e 9,1% no 1º, 3º e 6º mês respectivamente, sendo estatisticamente diferentes ao longo do tempo. Os achados da presente pesquisa evidenciam que o tempo de aleitamento não foi influenciado com a probabilidade de depressão pós-parto nos diferentes ambientes intrauterinos.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
LEMOS, L.; COPES CESARIO, F. RELAÇÃO ENTRE A PROBABILIDADE DE DEPRESSÃO PÓS-PARTO E O ALEITAMENTO MATERNO EM DIFERENTES AMBIENTES INTRAUTERINOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.