DETERMINAÇÃO DA COMPLEXAÇÃO DE OLIGONUCLEOTIDEO ANTI-FTSZ EM NANOEMULSÃO CATIÔNICA

  • José Junior
  • Andressa Viapiana Naimayer
  • Cleci Menezes Moreira
  • Gabriele Pires Drehmer
  • Fernanda Bruxel
  • Cheila Denise Ottonelli Stopiglia
Rótulo eletroforese, ftsZ, nanoemulsão, oligonucleotídeo

Resumo

Atualmente, diversos estudos clínicos estão se baseando na terapia antisenso para a terapia do câncer e/ou tratamento de infecções virais e bacterianas. Recentemente, oligonucleotídeos antisenso direcionados aos gene ftsZ de Staphylococcus aureus têm demonstrado efeito bacteriostático e bactericida em bactérias resistentes à meticilina, atuando diretamente na divisão celular. Apesar do potencial terapêutico dos oligonucleotídeos, sua aplicação in vivo é limitada pelo seu elevado peso molecular e caráter polianiônico, que limitam o seu transporte intracelular, além de sua instabilidade em fluídos biológicos, devido à rápida degradação frente à endo e exonucleases. Visando contornar essas limitações, as nanoemulsões catiônicas têm sido propostas promissoras como carreadores para estas moléculas. Diante deste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a taxa de complexação dos oligonucleotídeos com nanoemulsão catiônica através da técnica de retardamento em gel de agarose. Uma nanoemulsão apresentando diâmetro médio entorno de 300nm e potencial zeta positivo (+20mV) foi associada aos oligonucleotídeos anti-ftsZ através de mistura simples em temperatura ambiente, de forma a abranger as relações de cargas +0,5/-; +2,0/- e +4,0/-. A complexação dos oligonucleotídeos à nanoemulsão foi avaliada por eletroforese em gel de agarose a 4%, a 300 mA e 90V. Através da migração de uma curva de concentrações crescentes de oligonucleotídeos, pôde-se utilizar técnica para a quantificação da taxa de complexação dos oligonucleotídeos à formulação, obtendo-se valores de aproximadamente 33%, 58,2% e 97,2% de associação para os complexos nas relações de carga +0,5/-; +2,0/- e +4,0/-, respectivamente. A relação de cargas que se mostrou mais adequada para a associação dos oligonucleotídeos foi +4,0/-, visto que mantém a maior proporção de nanoemulsão catiônica no complexo, e consequentemente, mais cargas positivas para a atração dos oligonucleotídeos negativamente carregados. A literatura já sugere que a interação de oligonucleotídeos à nanoestruturas catiônicas possa ocorrer através de interações eletrostáticas. Dessa forma, conclui-se que a técnica de retardamento em gel de agarose permitiu selecionar a proporção de cargas +4/- como a mais promissora, atingindo cerca de 100% de complexação de oligonucleotídeos anti-ftsZ à nanoemulsão em estudo.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
JUNIOR, J.; VIAPIANA NAIMAYER, A.; MENEZES MOREIRA, C.; PIRES DREHMER, G.; BRUXEL, F.; DENISE OTTONELLI STOPIGLIA, C. DETERMINAÇÃO DA COMPLEXAÇÃO DE OLIGONUCLEOTIDEO ANTI-FTSZ EM NANOEMULSÃO CATIÔNICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.