DOSEAMENTO DE FLAVONÓIDES TOTAIS EM EXTRATOS DAS FOLHAS DE CAMELLIA SINENSIS DISPONÍVEIS EM DIFERENTES MÉTODOS

  • Fatiélhi Jardim
  • Lucas Ollé da Silva
  • Flavia Ferreria Pecanha
  • Fernanda Morales Ferreira
  • Graciela Maldaner
  • Patricia Albano Mariño
Rótulo fitoquímica, flavonóides, Camellia, sinensis, chá, verde

Resumo

A planta Camellia sinensis, conhecida popularmente como chá verde, está entre as bebidas mais consumidas no mundo, principalmente pelo seu alto poder antioxidante, decorrente da ação de flavonóides e catequinas. Entretanto, a composição fitoquímica das folhas da C. sinensis depende de vários de fatores, como condições climáticas, estação do ano, condições de cultivo, tipo e idade da planta. Associado a isso, atualmente, a diversidade na apresentação das plantas medicinais ao consumidor é extensa, gerando dúvidas a respeito de qual a melhor forma farmacêutica comprar, pensando-se não só nos melhores benefícios terapêuticos como da praticidade de uso. Assim, o objetivo desta foi avaliar quantitativamente o teor de flavonoides totais no chá verde (Camellia sinensis) disponíveis no mercado que são preparados por diferentes métodos de produção. As amostras foram compradas em farmácias em Bagé/RS: um chá verde na forma de droga vegetal rasurada já pronta para o consumo, vendida em embalagens de 20 g (Lab Gileade LTDA; Lote: 1806; Val: jun/19), uma amostra em forma de droga vegetal em pó (Tree of Life; Lote: 1711; Val: mar/2019) e uma em extrato seco (All Chesmistry; Lote: ALL067269; Val: jul/2019), ambas obtidas como matérias-primas para manipulação de cápsulas. A verificação de flavonóides totais foi realizada de acordo com a metodologia descrita na Farmacopeia Brasileira IV (2002) para calêndula, com modificações em triplicata. Uma curva de calibração com quercitina foi utilizada para o cálculo dos teores de flavonóides em mg.mL-1. Os resultados das análises, as médias e os desvios padrões foram avaliados pelo programa estatístico PrismaPad 5.01; foi utilizado o Teste de Tukey para a comparação entre as amostras avaliadas, considerando p≤0,05. Pode-se observar uma variação entre as amostras testadas, onde o extrato seco apresentou a maior concentração de flavonóides, com média igual à 0,23 μg.mL-1; já a amostra rasura apresentou menor média (0,01 mg.mL-1). Este resultado já era esperado, visto que nos extratos secos encontramos o fitofármaco/fitocomplexos isolados; os produtos farmacêuticos sólidos mais simples (aqui denominado de rasura) são formados pela planta medicinal submetida ao processo de secagem e rasuração grosseira, oferecendo uma concentração de princípio ativo compatível com baixo risco de toxicidade e pequeno ou ausente efeito adverso, o que pode ser aqui confirmado. Estatisticamente, pode-se afirmar que ao consumir diferentes preparações contendo chá verde, poderá ocorrer variação na intensidade nos efeitos farmacológicos, visto que foi confirmada uma diferença significativa entre as três amostras testadas (p≤0,01). Os dados aqui demonstrados reforçam a importância do estudo de plantas medicinais no auxílio à população usuária na obtenção de melhores benefícios farmacológicos, sendo o farmacêutico, um dos profissionais mais habilitados para tais estudos e orientações.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
JARDIM, F.; OLLÉ DA SILVA, L.; FERRERIA PECANHA, F.; MORALES FERREIRA, F.; MALDANER, G.; ALBANO MARIÑO, P. DOSEAMENTO DE FLAVONÓIDES TOTAIS EM EXTRATOS DAS FOLHAS DE CAMELLIA SINENSIS DISPONÍVEIS EM DIFERENTES MÉTODOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.