AVALIAÇÃO DA COMPLEXAÇÃO DE OLIGONUCLEOTÍDEOS A NANOEMULSÕES APÓS INCORPORAÇÃO EM DIFERENTES HIDROGÉIS

  • Gabriele Drehmer
  • Gabriele Drehmer
  • Andressa Viapiana Naimayer
  • José Valdir da Silva Correa Júnior
  • Cleci Menezes Moreira
  • Fernanda Bruxel
Rótulo Eletroforese, Hidrogel, Nanoemulsão, Oligonucleotídeo, antisenso

Resumo

Estudos recentes têm demonstrado que Oligonucleotídeos antisenso possuem propriedades promissoras para agirem como agentes terapêuticos. Nanoemulsões catiônicas têm sido utilizadas como sistemas para carreamento e liberação destas moléculas, pois possuem propriedades físico-químicas que permitem a formação de complexos através de interações iônicas entre um lipídio catiônico e os ácidos nucléicos. Ademais, géis hidrofílicos têm sido extensivamente utilizados em produtos cosméticos e terapêuticos de aplicação tópica, podendo incorporar princípios ativos com propriedades hidrossolúveis e nanoestruturas. Tendo conhecimento acerca dessas características, se faz necessário caracterizar nanocomplexos formados entre uma nanoemulsão e oligonucleotídeo modelo, quando incorporados a diferentes hidrogéis com propriedades iônicas distintas. Neste estudo, nanocomplexos foram preparados a partir de uma nanoemulsão e um oligonucleotídeo modelo, em três diferentes relações de cargas ([+4/-], [+2/-] e [+0,5/-]). Estes foram incorporados a hidrogéis à base de Poloxâmero 407 e Hidroxietilcelulose (não iônicos), Quitosana (catiônico) e Carbômero940 (aniônico). Os nanocomplexos foram caracterizados antes e após a incorporação nos hidrogéis. A taxa de complexação foi determinada de forma semi-quantitativa através da técnica eletroforética em gel de agarose. A adição do oligonucleotídeo modelo demonstrou não interferir nas propriedades físico-químicas da nanoemulsão. Entretanto, após a incorporação nos hidrogéis, o potencial zeta dos nanocomplexos apresentou-se dependente da natureza iônica do polímero formador do gel. Também foram observadas bandas menos intensas através da análise por técnica de eletroforese, apresentando taxas de complexação crescentes para géis à base de Poloxâmero 407< Hidroxietilcelulose < Quitosana < Carbômero940, atingindo valores próximos a 97% de complexação para os nanocomplexos que possuiam relação de cargas [+4/-], quando incorporados em gel à base de Carbômero940. Assim, com o presente estudo pôde-se caracterizar as propriedades dos nanocomplexos após sua incorporação em hidrogéis, permitindo delinear o futuro desenvolvimento de formulações para uso tópico à base de hidrogéis para administração de oligonucleotídeos antisenso. Agradecimentos: FAPERGS/CNPq.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
DREHMER, G.; DREHMER, G.; VIAPIANA NAIMAYER, A.; VALDIR DA SILVA CORREA JÚNIOR, J.; MENEZES MOREIRA, C.; BRUXEL, F. AVALIAÇÃO DA COMPLEXAÇÃO DE OLIGONUCLEOTÍDEOS A NANOEMULSÕES APÓS INCORPORAÇÃO EM DIFERENTES HIDROGÉIS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.