INTERVENÇÕES HEMODIN MICAS E COMPLETITUDE DOS PRONTUÁRIOS DOS PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

  • Amanda Queiroz
  • Natalia Pinto Silveira
  • Joseane Trindade Nogueira
  • Josefine Busanello
Rótulo Infarto, Miocárdio, Registros, Enfermagem, Faturamento, Hemodinâmica

Resumo

Em 2009 o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), caracterizado pela necrose miocárdica, decorrente de isquemia prolongada provocada pelo desequilíbrio entre a oferta e demanda de oxigênio, foi a terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS), gerando um custo de aproximadamente 1,9 bilhões de reais. O custo está diretamente ligado a assistência prestada ao paciente, com ações que visam a estabilização durante a fase aguda, intervenções e complicações, comprovado pelos registros nos prontuários do paciente realizados pelos profissionais da saúde. Objetivou-se verificar tipos de intervenções hemodinâmicas e completitude dos prontuários dos pacientes com IAM de um hospital da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Este estudo faz parte do macro projeto de pesquisa intitulado: Financiamento e custo do atendimento do paciente com infarto agudo do miocárdio em um serviço de alta complexidade do Sistema Único de Saúde da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), sob parecer número 3.352.470, de 28 de maio de 2019. A coleta de dados ocorreu mediante análise documental, retrospectiva dos prontuários de pacientes internados no período de 2016 e 2017, com amostragem aleatória de 147 pacientes, maiores de 18 anos, representando 31% da população. Para o tratamento quantitativo dos dados utilizou-se análise descritiva e distribuição de frequência, a partir do software Statistical Package for Social Sciences® (SPSS ), versão 20.0. Sobre o tipo de intervenção hemodinâmica, prevaleceu a angioplastia coronariana com implante de um stent em 63,3% dos pacientes (n=93); seguido pela angioplastia coronariana com implante de dois stents em 27,2% dos pacientes (n=40). Em relação a análise dos registros dos prontuários, evidenciou-se que 96,6% (n=142) apresentaram data e hora; 95,2% (n=140) nome completo do paciente; 49,7% (n=73) não registraram a procedência do paciente; apenas 9,5% (n=14) apresentavam anamnese e comorbidades; somente 34,7% (n=51) possuíam exame físico; 10,2% (n=15) sem anotação dos medicamentos administrados; 43,5% (n=64) sem registro da conduta e encaminhamento pós intervenção; e apenas 53,1% (n=78) possuíam carimbo e assinatura do enfermeiro. A presença da descrição completa da assistência implementada permite calcular o custo do atendimento e o faturamento hospitalar de forma mais fidedigna; para atingir este objetivo é necessário assegurar a qualidade das anotações, através de registros legíveis, completos, objetivos, pontuais, ordem cronológica e sem rasuras. Todavia, na prática profissional, muitas vezes, os registros são realizados de modo incompleto e/ou sucintos. Essa falta de completitude dos registros acarreta prejuízo para avaliação dos cuidados prestados, e consequências econômicas, resultante da fragilidade no faturamento do tratamento por meio das glosas técnicas hospitalares (não pagamento parcial ou total da conta faturada).

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
QUEIROZ, A.; PINTO SILVEIRA, N.; TRINDADE NOGUEIRA, J.; BUSANELLO, J. INTERVENÇÕES HEMODIN MICAS E COMPLETITUDE DOS PRONTUÁRIOS DOS PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.