A SEXUALIDADE DO PACIENTE ONCOLÓGICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

  • Gabrielly de Moura
  • Lisie Alende Prates
Rótulo Neoplasias, Sexualidade, Enfermagem

Resumo

Introdução: o câncer é uma doença crônica, cujo tratamento pode desencadear efeitos colaterais e adversos no estado mental e físico da pessoa, afetando a sua imagem. A sexualidade é um aspecto do ciclo vital, que pode ser afetada após o tratamento para o câncer. Objetivo: analisar as evidências científicas disponíveis na literatura sobre a vivência da sexualidade dos pacientes oncológicos. Material e métodos: revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados eletrônicas Literatura Latino Americana, do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), utilizando-se os descritores neoplasias and sexualidade. A busca foi realizada em abril de 2019. Como critérios de inclusão elencou-se os artigos oriundos de pesquisas, que estavam disponíveis online e gratuitamente; e no idioma português. Já os critérios de exclusão abrangeram os artigos que apresentavam resumo incompleto, que não responderam a questão de pesquisa ou correspondiam a outra temática. Foram localizados 20 artigos, sendo 11 na LILACS, três na BDENF e seis na BVS. Dois artigos foram selecionados para análise. Os demais foram excluídos, pois não condiziam com a questão norteadora, eram teses e/ou conteúdo do Ministério da Saúde. Resultados e discussão: antes do tratamento, as mulheres classificavam sua vida sexual como normal. Após o tratamento do câncer, a dor e a perda de libido prejudicaram a vida sexual. Os efeitos colaterais das modalidades terapêuticas causaram náuseas, vômitos, fadiga, ganho de peso, menopausa induzida, diminuição da lubrificação vaginal e excitação, redução do desejo sexual, dispaurenia e anorgasmia. A mastectomia e a alopecia provocaram insegurança na feminilidade. As mulheres manifestaram medo da desfiguração e da morte, além de perda da atração sexual. Nesse contexto, a participação e a compreensão do cônjuge são fundamentais para reduzir os impactos do câncer sobre a sexualidade feminina. Por fim, constatou-se que as orientações fornecidas pelos profissionais de saúde aos pacientes que trataram o câncer sobre a sexualidade são incipientes. Os profissionais não abordam o assunto e/ou no caso de pacientes do sexo feminino, eles reforçam a necessidade de submissão da mulher ao marido, destacando a necessidade de satisfação deste já que ele não sofre alterações no desejo sexual. Conclusão: verificou-se diferentes alterações na sexualidade e a dificuldade de satisfação sexual dos pacientes, acentuados pela falta de orientação dos profissionais de saúde. Diante disso, o enfermeiro necessita capacitar-se e adotar uma postura mais aberta nas orientações, abrangendo a sexualidade do indivíduo com câncer. Cabe ao enfermeiro esclarecer sobre as repercussões das medicações e tratamentos utilizados, proporcionando um cuidado integral e humanizado, para que o paciente consiga se adequar às mudanças da melhor forma possível.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
DE MOURA, G.; ALENDE PRATES, L. A SEXUALIDADE DO PACIENTE ONCOLÓGICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.