PRÁTICAS CORPORAIS DA MEDICINA CHINESA E SUAS REPERCUSSÕES NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

  • Emily Zanferari
  • Jeferson Luiz Martini Medeiros
  • Dalva Elizabeth Serrano Ramos
  • Andreia da Cruz de Carvalho
  • Fernanda Vargas Ferreira
  • Graziela Morgana Silva Tavares
Rótulo Envelhecimento, Qigong, Tai, Chi, Chuan

Resumo

Introdução: As práticas corporais da Medicina Chinesa, especialmente, o Qigong que consiste em práticas milenares para estimular, nutrir e canalizar o fluxo de energia na rede de meridianos do organismo humano; e o Tai Chi Chuan (TCC) que se caracteriza como um conjunto de movimentos interligados por uma respiração regular - suave e de caráter lento são estratégias para prevenção e/ou controle de déficits físico-funcionais e psicossociais relacionados ao envelhecimento. Metodologia: Para a construção do estudo, realizou-se uma revisão bibliográfica/pesquisa na base de dados PubMed para busca de artigos com os descritores clinical trial OR controlled clinical trial AND aging OR elderly AND Tai Chi Chuan OR Qigong, publicados entre 2014 e 2019, nos idiomas espanhol, inglês e português e com sujeitos com idade igual ou superior a 60 anos. Excluíram-se artigos com delineamentos transversais, revisões ou diretrizes; sem disponibilidade online gratuita; dissertações, teses, trabalhos de conclusão; livros/capítulos e sujeitos com doenças (e.g., neurológicas). Para extração de dados, empregou-se uma ficha constituída de título, país, ano, amostra, avaliações, intervenções, desfechos, análise estatística e resultados. Resultados: Analisaram-se nove artigos e após os critérios de exclusão, encontraram-se dois artigos condizentes com o objetivo do estudo. O primeiro artigo norte-americano (N=109, 2015) comparou o efeito do Tai Chi Chuan (n=39; média de idade ± desvio-padrão= 67,3 ± 7,5 anos) versus terapia cognitiva comportamental (TCC) (n=47; média de idade ± desvio-padrão= 64,6 ± 6,0 anos) versus orientações sobre sono (n=23; média de idade ± desvio-padrão= 66,0 ± 7,7 anos) em oito biomarcadores. Cada terapia foi aplicada por quatro meses, sessões semanais de duas horas e com avaliações na linha basal e após um ano de follow-up. Quanto à interação entre o tempo de treinamento e o risco de insônia, verificou-se que o Tai Chi Chuan reduziu significativamente o risco desse distúrbio aos 16 meses e que os participantes com elevado risco para distúrbios do sono alocados ou para o Tai Chi Chuan ou para a TCC tiveram melhora nos escores de risco após um ano de follow-up. A pesquisa chinesa (N=48, 2017) alocou sujeitos acima de 60 anos em dois grupos: a) Qigong (n=24) ou b) orientações gerais (n=24). Ambas as intervenções ocorreram em duas sessões de 60 minutos cada por três meses. O método de Equações de Estimativas Generalizadas (GEE) revelou que no grupo do Qigong houve melhora geral nos desfechos relacionados à saúde mental (e.g., ansiedade, depressão); além disso, tais participantes relataram melhora significativa no domínio satisfação do questionário de suporte social em comparação ao grupo controle. Conclusão: Tais práticas chinesas se mostraram benéficas para as funções biológicas e psicossociais, otimizando-se, assim, a qualidade de vida. *Palavras-chave: Envelhecimento; Qigong; Tai Chi Chuan

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
ZANFERARI, E.; LUIZ MARTINI MEDEIROS, J.; ELIZABETH SERRANO RAMOS, D.; DA CRUZ DE CARVALHO, A.; VARGAS FERREIRA, F.; MORGANA SILVA TAVARES, G. PRÁTICAS CORPORAIS DA MEDICINA CHINESA E SUAS REPERCUSSÕES NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.