RELAÇÃO DO POLIMORFISMO VAL-16ALA GENE(SOD2) E MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVOS EM NEGROS HIPERTENSOS DE URUGUAIANA/RS

  • Lyana Berro
  • Jacqueline Da Costa Escobar Piccoli
Rótulo polimorfismo, estresse, oxidativo, SOD2

Resumo

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença de elevada prevalência, sendo reconhecida como um problema de saúde pública, ela pode ser modulada pela presença do óxido nítrico (NO) onde é produzido nas células endoteliais dos vasos sanguíneos. O metabolismo do oxigênio humano resulta na formação de espécies reativas, podendo resultar em estresse oxidativo, prevalecendo então a ação deletéria em células, tecidos e órgãos. A produção de NO tem como função regular o tônus vascular através de sua ação vasodilatadora sobre células musculares lisas, essa função fisiológica pode ser inibida quando o ânion radical superóxido está presente. O superóxido é inativado pela enzima superóxido dismutase (SOD), a SOD é a primeira linha de defesa antioxidante. A SOD2, isoforma dependente de manganês é produzida principalmente nas mitocôndrias, tendo um efeito determinante no equilíbrio do estresse oxidativo mitocondrial e na defesa antioxidante. O gene SOD2 possui várias mutações estruturais e polimorfismos de nucleotídeo único, sendo um dos mais comuns a substituição de T para C no exon 2, alterando o codon de aminoácidos na posição 16 de valina para alanina, conhecido como genótipo SOD2 Val-16Ala e estudos já associaram este SNP a algumas doenças. O objetivo do presente trabalho foi identificar associação entre um modelo de herança dominante para o polimorfismo Val-16Ala da SOD2 e marcadores de estresse oxidativo em um grupo de hipertensos autodeclarado negro de Uruguaiana/RS. Participaram do estudo sujeitos autodeclarados negros, residentes em Uruguaiana, que assinaram TCLE. A amostra de sangue foi coletada após jejum de 12h, processada e armazenada a -20º. Para a análise do polimorfismo, o DNA foi extraído do sangue total com kit comercial, o polimorfismo foi detectado através de ensaio de genotipagem padronizado (TaqMan). Para diferenças entre as médias dos marcadores e entre os grupos de haplótipos foi realizado o teste t-student e foi considerado significativo o p≤0,05. Participaram do estudo 100 sujeitos sendo 20 homens e 80 mulheres. A frequência genotípica observada foi de TT=0,23; TC=0,52; CC=0,25 e estava em equilíbrio de Hardy-Weinberg. No modelo de herança dominante (risco) observa-se TC+CC=0,77 e TT=0,23 (selvagem). O haplotipo TC+CC apresentou menor capacidade antioxidante total (TAC) (0,24±13,0 mmol Trolox Equivalent/L) comparado ao TT (0,35±12,0 mmol Trolox Equivalent/L) (p=0,012), já o estado oxidante total (TOS) não apresentou diferença significativa entre os grupos. O índice de estresse oxidativo foi calculado através da razão entre TOS/TAC (OSI) e observou-se que o haplótipo TC+CC teve maior OSI (0,64±0,14) quando comparado a TT (0,26±0,23), p=0,013. Não houve diferenças significativa entre os grupos e demais marcadores estudados (AOPP, FRAP, carbonil, catalase, SOD, GPx). O alelo de risco C em um modelo de dominância foi capaz de modular a resposta ao estresse oxidativo em uma população negra hipertensa de Uruguaiana.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
BERRO, L.; DA COSTA ESCOBAR PICCOLI, J. RELAÇÃO DO POLIMORFISMO VAL-16ALA GENE(SOD2) E MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVOS EM NEGROS HIPERTENSOS DE URUGUAIANA/RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.