PLASTICIDADE NA TEMPERATURA MÁXIMA CRÍTICA EM GIRINOS DE PHYLLOMEDUSA IHERINGII (ANURA: PHYLLOMEDUSIDAE)

  • Guilherme Lima
  • Bruno Madalozzo
  • Tiago Gomes Dos Santos
Rótulo Anuros, Mudanças, Climáticas, Conservação

Resumo

Phyllomedusa iheringii é única espécie do gênero endêmica do bioma Pampa. Estudos sobre tolerância térmica de anuros são essenciais para a conservação das espécies em um cenário de aumento das temperaturas globais. Aqui, determinamos a temperatura crítica máxima (CTmax) de girinos de Phyllomedusa iheringii aclimatados por 24h em 15°C (n= 14), 20°C (n=12) e 30°C (n=16). Posteriormente, os indivíduos foram colocados individualmente em recipientes plásticos com água da poça dos quais foram retirados e aquecidos gradualmente (taxa rápida de 0,25°C/min-1) até cessarem a resposta a estímulos físicos, produzidos ao comprimir a cauda com um bastão de madeira, no momento em que a CTmax foi registrada, na sequência, os girinos foram rapidamente transferido para água à 20°C. A CTmax média variou entre 40,73°C±0,06°C (aclimatação de 15°C), 41,08°C±0,07°C (aclimatação de 20°C) e 42,25°C±0,1°C (aclimatação de 30°C). A análise de variância mostrou diferença significativa na CTmax entre todas as aclimatações (p<0,05). Esses resultados indicam que Phyllomedusa iheringii apresenta alta plasticidade fenotípica quanto aos limites térmicos, demonstrando alta e rápida adaptação à picos de calor, capacidade que pode ter evoluído para suportar drásticas variações climáticas durante o estágio larval.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
LIMA, G.; MADALOZZO, B.; GOMES DOS SANTOS, T. PLASTICIDADE NA TEMPERATURA MÁXIMA CRÍTICA EM GIRINOS DE PHYLLOMEDUSA IHERINGII (ANURA: PHYLLOMEDUSIDAE). Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.