COMPORTAMENTO INGESTIVO DE TERNEIRAS EM PASTAGEM DE AZEVÉM EM SISTEMAS INTEGRADOS DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

  • Susane Maurer
  • Renata da Rosa Dornelles
  • Mariana Krüger Pacheco
  • Vitoria Horst de Melo
  • Thiago Arraes Pereira Marója Ribeiro
  • Eduardo Boher de Azevedo
Rótulo Lolium, multiflorum, ócio, pastejo, ruminação

Resumo

O animal transmite sinais via comportamento ingestivo sobre a abundância e qualidade de seu ambiente pastoril, que se utilizado para ponderar ações de manejo, pode se tornar uma importante ferramenta de gestão animal no pasto. As variáveis e os tempos de pastejo, ruminação e outras atividades são parâmetros mais comumente avaliados em estudos sobre o comportamento ingestivo. Nesse contexto o objetivo foi avaliar a influência de diferentes sistemas de integração agropecuária na estrutura e qualidade da pastagem de azevém anual (Lolium multiflorum) através da observação do comportamento animal. O experimento foi conduzido no período de junho a setembro de 2019, na Estação Experimental Regional de Uruguaiana RS (IRGA). Os grupos de animais experimentais foram de fêmeas da raça Braford com idade média de 218 dias e peso médio de 120 kg, desmamadas em maio de 2019. Foram utilizados três animais testes por unidade experimental (UE), totalizando 27 fêmeas. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados com três repetições de área (unidades experimentais ou parcelas) e medidas repetidas no tempo. As parcelas tiveram aproximadamente um ha de área total. Os tratamentos corresponderam a três sistemas integrados de produção agropecuária, com cultivo agrícola no verão e pastagem de inverno em sucessão, quando foram realizadas as avaliações com os animais. O Sistema 1 na fase de lavoura foi cultivado sorgo e durante o inverno foi introduzido azevém em consórcio com trevo branco e cornichão; Sistema 2 foi cultivado soja e durante o inverno foi introduzido azevém; o Sistema 3 na fase de lavoura foi cultivado sorgo e durante o inverno foi introduzido azevém. As avaliações foram realizadas por observação direta, do nascer ao pôr-do-sol no dia 10 de agosto de 2019. A equipe de trabalho, foi formada por 5 avaliadores, previamente treinados e posicionados externamente a área experimental, afim de evitar interferência no comportamento animal. O tempo de pastejo foi obtido pelo método direto de observação visual, registrando a atividade ao final de cada intervalo de 5 minutos, incluindo também o tempo destinado a outras atividades e a ruminação. Os dados foram submetidos à análise de variância a 5% de significância. Quando detectadas diferenças (P<0,05) as médias foram comparadas pelo de Tukey. Para pastejo e ócio foram obtidos resultados semelhantes, porém na ruminação os resultados deram diferentes no sistema 3 (15%), enquanto nos sistemas 2 (21%) e 4 (18%). Essa diferença aconteceu devido a qualidade de pasto oferecido ao animal no sistema. Quanto maior o pasto oferecido ao animal, maior sua motivação ao pastejo, então concluísse que a qualidade do pasto influencia diretamente no seu comportamento.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
MAURER, S.; DA ROSA DORNELLES, R.; KRÜGER PACHECO, M.; HORST DE MELO, V.; ARRAES PEREIRA MARÓJA RIBEIRO, T.; BOHER DE AZEVEDO, E. COMPORTAMENTO INGESTIVO DE TERNEIRAS EM PASTAGEM DE AZEVÉM EM SISTEMAS INTEGRADOS DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.