SEVERIDADE DA FERRUGEM ASIÁTICA EM SOJA SOB SISTEMA IRRIGADO E NÃO IRRIGADO EM TERRAS BAIXAS

  • Mariane Alves
  • Guilherme Aarão de Souza Carpes
  • Renata Silva Canuto de Pinho
  • João Vitor Santos de Souza
  • Cleber Maus Alberto
Rótulo Fitossanidade, 1, Phakopsora, pachyrhizi, 2, Glycine, max, 3

Resumo

A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) é uma das principais patologias que afetam a produtividade da cultura da soja, apresentando desfolha precoce, comprometimento da formação de grãos, implicando em baixa produtividade e lucratividade. As condições de temperatura do ar e molhamento foliar são os elementos climáticos imprescindíveis para o desenvolvimento da ferrugem asiática, influenciando diretamente a severidade da doença. Com isso, o objetivo do trabalho foi avaliar o nível de severidade da ferrugem asiática na soja cultivada sob sistema irrigado e não irrigado, submetida a diferentes manejos de aplicação dos fungicidas em terras baixas. O experimento foi conduzido na Universidade Federal do Pampa, Campus Itaqui, na safra 2018/19. Foi utilizado o delineamento em blocos casualizados (DBC), bifatorial, com parcelas subdivididas em quatro repetições. Foram utilizados diferentes condições hídricas onde se tem como fator A os tratamentos irrigado (TI) e não irrigado (TNI). O Fator B consistiu de diferentes manejos de aplicação de fungicida, totalizando 24 unidades experimentais. Os manejos de fungicidas foram: testemunha, sem aplicação de fungicida (T1); monitoramento, com aplicação de fungicida seguindo o modelo proposto por Del Ponte et al. (2006) (T2); e aplicações calendarizadas com intervalos informados pelas bulas dos produtos registrados para a cultura (T3). A coleta dos dados de severidade da doença foi realizada a partir de 20 plantas por repetição, considerando o folíolo central do trifólio do terço inferior de cada planta. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) pelo teste F e, a comparação de médias pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. Os valores de incidência da ferrugem asiática no estágio de desenvolvimento R5 no TI, com valores de manejo T3 (6,80%), T2 (2,59%) e T1(28,16%), foram superiores aos valores dos TNI, com os manejos de aplicação T3 (1,10%), T2 (1,73%) e T1(10,83%). Para os manejos de fungicida no TI, o que apresentou menor severidade foi o T2, e os manejos de aplicação de fungicida não apresentaram diferença estatística para o TNI, pelo alto valor do coeficiente de variação (CV= 44,28%). A severidade de ferrugem asiática na cultura da soja em terras baixas teve valores mais expressivos no TI do que no TNI, por consequência do molhamento foliar. A severidade de ferrugem asiática não diferiu entre o manejo calendarizado e alerta fitossanitário. Assim, o tratamento irrigado apresentou maior severidade de doença comparado ao tratamento não irrigado. Entre os manejos de aplicação o monitoramento não diferiu do calendarizado quanto a severidade de doença, indicando que o monitoramento é uma ferramenta útil no controle da ferrugem asiática.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
ALVES, M.; AARÃO DE SOUZA CARPES, G.; SILVA CANUTO DE PINHO, R.; VITOR SANTOS DE SOUZA, J.; MAUS ALBERTO, C. SEVERIDADE DA FERRUGEM ASIÁTICA EM SOJA SOB SISTEMA IRRIGADO E NÃO IRRIGADO EM TERRAS BAIXAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.