ÍNDICE DE ÁREA FOLIAR DE MANDIOCA EM DIFERENTES NÍVEIS TÉCNOLÓGICOS

  • Eduardo Alfonso
  • Felipe Schmidt Dalla Porta
  • Amanda Thirza Lima Santos
  • Rodrigo Dieminger Engroff
  • João Vitor Santos de Souza
  • Cleber Maus Alberto
Rótulo Manihot, esculenta, 1, Eficiência, fotossintética, 2, Terras, baixas, 3

Resumo

A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é caracterizada pelo seu cultivo em diversas áreas do território brasileiro. Um dos principais problemas em relação à baixa produção é o baixo nível tecnológico empregado nas propriedades agrícolas. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi avaliar o índice de área foliar de mandioca sob diferentes níveis tecnológicos em diferentes datas do ciclo de desenvolvimento. O experimento foi conduzido na área experimental da Unipampa Campus Itaqui/RS no delineamento experimental inteiramente casualizado, com 10 repetições. Para o preparo do solo foi realizada a construção de camalhões evitando que as plantas de mandioca sofressem com o excesso hídrico. O plantio foi realizado de forma manual no dia 27/10/2017 utilizando a cultivar Vassourinha. Os tratamentos utilizados foram os níveis tecnológicos baixo, médio e alto. O nível baixo consistiu em não se fazer o uso da adubação e calagem, sendo realizada apenas uma capina durante seu ciclo de desenvolvimento. O nível tecnológico médio caracterizou-se por não ser realizada a calagem nem controle químico, porém foi aplicado 50% da dose de adubação recomendada, sendo efetuada duas capinas durante o ciclo. No nível alto, foi realizada calagem, aplicação de 100% da dose de adubação recomendada para a cultura e o controle fitossanitário foi realizado sempre que necessário. As coletas foram realizadas de 30 em 30 dias após a emergência da cultura, onde se retirou 10 plantas de cada nível tecnológico para a estimativa da área foliar. Os aspectos observados para está avaliação foram o comprimento do folíolo central de cinco folhas de cada planta, logo, essas folhas foram secas em estufa para determinação da massa seca. A equação usada para estimar a área foliar é y =0,1335x^2,2376 com r²=0,94. Diante disso, fazendo uma relação com a área foliar das cinco folhas e sua massa seca de folhas total foi estimado o índice de área foliar. Os resultados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk, sendo normais foram submetidos à análise de variância e se significativo foi realizado teste de T (LSD) a 5% de probabilidade de erro. Os IAF resultantes dos tratamentos nas duas primeiras épocas não obtiveram diferença estatística (0,3257; 1,4857 para as épocas 12/12/17 e 11/01/18, respectivamente). Ressalta-se que nas duas últimas datas de coleta o nível tecnológico alto diferiu estatisticamente dos demais níveis. Na data 23/02/18, obtiveram-se os valores de IAF de 0,3585, 0,3942 e 1,6285 para os níveis médio, baixo e alto, respectivamente. Na data 02/04/18, obtiveram-se os valores de IAF de 1,2314, 1,7471 e 3,2342, para os níveis baixo, médio e alto, respectivamente. Assim, conclui-se que o IAF apresenta diferença significativa a partir dos 119 dias após o plantio, com o nível tecnológico alto obtendo os maiores valores de IAF.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
ALFONSO, E.; SCHMIDT DALLA PORTA, F.; THIRZA LIMA SANTOS, A.; DIEMINGER ENGROFF, R.; VITOR SANTOS DE SOUZA, J.; MAUS ALBERTO, C. ÍNDICE DE ÁREA FOLIAR DE MANDIOCA EM DIFERENTES NÍVEIS TÉCNOLÓGICOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.