ESTERILIDADE DE GRÃOS DE ARROZ EM DIFERENTES LAMINAS DE IRRIGAÇÃO POR ASPERÇÃO

  • Rodrigo Engroff
  • Felipe Schmidt Dalla Porta
  • Alencar Junior Zanon
  • Vilquer Martegani Ferreira Filho
  • Cleber Maus Alberto
Rótulo Produção, grãos, cheios, Estresse, hídrico, Necessidade, irrigação

Resumo

A Fronteira Oeste do estado do Rio Grande do Sul é a maior produtora de arroz do país com o cultivo realizado predominantemente em sistema de irrigação por inundação, sistema caracterizado por apresentar baixa eficiência do uso da água. O objetivo do trabalho foi determinar a produção de grãos cheios e estéreis para cultivares de arroz de terras baixas, quando submetidos a diferentes lâminas de irrigação por aspersão. O cultivo foi realizado na área experimental da Unipampa (Universidade Federal do Pampa - Campus Itaqui/RS). O clima da região é do tipo Cfa, subtropical sem estação seca definida. No delineamento experimental utilizou-se blocos ao acaso, com 4 repetições. Os tratamentos foram compostos de diferentes laminas de irrigação por aspersão 0%, 50%, 100%, 150% e 200% da evapotranspiração da cultura (ETc). No estágio vegetativo da cultura (EM a R1) e no estágio reprodutivo foi mantida a lâmina de 200% da ETc para evitar o estresse hídrico da cultura durante a faze reprodutiva. A cultivar utilizada foi a IRGA 424 RI, com densidade de semeadura de 100 kg ha-1 (350 sementes m-2). A semeadura foi realizada no dia 17/10/2018. Cada parcela foi composta de 28 linhas com espaçamento de 0,17 m entre linhas e 9 m de comprimento. A necessidade de irrigação foi determinada com a estimativa da evapotranspiração da cultura (ETc), multiplicando a evapotranspiração de referencia (ETo) pelo coeficiente da cultura (Kc). A ETo foi estimada através da equação de Penman-Montheith, a partir de dados obtidos na estação meteorológica automática situada a 200 metros do local de cultivo. A adubação e calagem foram feitas conforme recomendação, tendo em vista a estimativa de produtividade de 12 t ha-1. Para as avaliações de grãos cheios e estéreis foi realizada a colheita de 0,5 m² após a maturidade fisiológica da cultura, após foram coletadas 15 panículas aleatórias para realizar a separação de grãos estéreis e grãos cheios. Os resultados foram submetidos a análise de variância e se significativos realizou-se teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Para a variável de grãos estéreis não verificou-se diferença estatística entre os tratamentos, observando-se que a esterilidade de grãos de arroz não é influenciada pela restrição hídrica durante o período vegetativo. Para a variável grãos cheios obteve-se diferença estatística entre os tratamentos, sendo a lâmina de 150% superior as demais, com 97, 06 grãos/pan, porém não foi diferente das lâminas de 200%, 100% e 50% com o respectivo número de grãos por panícula de 95,94; 95,80 e 86,64. A lâmina de 0% da ETc apresentou o menor número de grãos cheio por panícula, 81,45. Entretanto, os valores de grãos cheio por panícula apresentam-se abaixo das médias encontradas na literatura, que chegam até a 140 grãos por panícula. Desta forma, as diferentes lâminas de irrigação influenciaram a produção de grãos cheios, mas não exerceram influência sobre a esterilidade de grãos.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
ENGROFF, R.; SCHMIDT DALLA PORTA, F.; JUNIOR ZANON, A.; MARTEGANI FERREIRA FILHO, V.; MAUS ALBERTO, C. ESTERILIDADE DE GRÃOS DE ARROZ EM DIFERENTES LAMINAS DE IRRIGAÇÃO POR ASPERÇÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.