VERIFICAÇÃO DAS MASSAS ESPECÍFICAS DE REVESTIMENTOS DE ESTRADAS RURAIS DO MUNICÍPIO DE ALEGRETE/RS

  • Milena Silva
  • Vanderson Pacholski Migliorin
  • Wilber Feliciano Chambi Tapahuasco
Rótulo estradas, terra, compactação, controle, geotecnia

Resumo

Segundo Migliorin (2019), as estradas de terra do interior do município de Alegrete são de grande importância para o setor agropecuário, pois é por elas que é feito o escoamento dos produtos tanto de origem animal como vegetal para os centros urbanos. Em virtude disso, este trabalho teve como objetivo verificar as espessuras e as massas específicas das camadas de revestimento primário de algumas estradas rurais do munícipio de Alegrete. Para isso foram selecionadas quatro estradas, denominadas de Caverá, Rincão de São Miguel, Silvestre e Angico. Seguidamente, utilizando o método do frasco de areia, executou-se a verificação das massas específicas das camadas de revestimento primário, além de conferir suas respectivas espessuras. As atividades foram realizadas para dois pontos distantes e representativos de cada estrada. Os materiais que compõem os revestimentos primários se caracterizaram por estar constituído de cascalho com presença de diferentes teores de finos (siltes e argilas). A espessura do revestimento primário da estrada do Caverá variou em média de 8 a 10 cm, do Rincão São Miguel de 2,5 cm a 5 cm, do Silvestre variou de 16cm a 20 cm e, do Ângico de 12cm a 20 cm. Segundo o Livro de Estradas Rurais, publicado por Baesso e Gonçalves (2003), a espessura mínima recomendada para estradas rurais é de 10 cm. Dessa forma, pode-se destacar que as camadas de revestimento primário das estradas do Caverá e do Rincão de São Miguel estão por debaixo do valor mínimo sugerido pelos autores, afetando assim, na funcionalidade dessas estradas, fato constatado nas vistorias de campo. Quanto às massas específicas das camadas de revestimento primário, a estrada do Caverá apresentou valores de 1,6 a 1,7 g/cm3, a estrada do Rincão de São Miguel de 1,7 a 2 g/cm3, do Silvestre de 1,5 a 1,9 g/cm3 e, a estrada do Ângico entre 1,8 a 2,2 g/cm3. Segundo informações disponibilizadas por Vargas (1978) e pelos resultados do estudo de caso apresentados por Rosso (2015), pode-se concluir que as camadas de revestimento primário das estradas estudadas, foram compactadas sob energia normal. No entanto, considerando os veículos de carga pesada (Exemplo bitrem) que utilizam as estradas rurais para transporte da produção agropecuária, conclui-se que há melhores alternativas de energias de compactação Proctor Intermediário e Proctor Modificado que podem aumentar a resistência estrutural e a operacionalidade funcional das estradas estudadas.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
SILVA, M.; PACHOLSKI MIGLIORIN, V.; FELICIANO CHAMBI TAPAHUASCO, W. VERIFICAÇÃO DAS MASSAS ESPECÍFICAS DE REVESTIMENTOS DE ESTRADAS RURAIS DO MUNICÍPIO DE ALEGRETE/RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.