PREVALÊNCIA PARASITOLÓGICA EM CAVALOS DE CARROCEIROS EM PELOTAS, RS

  • Júlia Lignon
  • Júlia Somavilla Lignon
  • Nicole Freitas Gonçalves
  • Maysa Seibert de Leão
  • Felipe Geraldo Pappen
  • Tatiana de Avila Antunes
  • Diego Moscarelli Pinto
Rótulo Diagnóstico, parasitológico, Equinos, Prevalência

Resumo

Os cavalos de carroceiros são utilizados como alternativa pela população de baixa renda para os mais diversos tipos de trabalho e em muitas circunstâncias, acabam sobrecarregando seus animais. Dessa forma, o conflito entre recursos financeiros escassos e a necessidade de investimento para assegurar a qualidade de vida dos animais afeta diretamente as atitudes em relação à saúde e ao bem-estar desses animais. Esses equinos são manejados sem assistência adequada, sofrendo com diversos problemas, entre eles as parasitoses. De modo geral, os equinos estão sujeitos a uma grande diversidade de infecções parasitárias, normalmente ocorrendo infecções mistas. Toda a infecção parasitária pode prejudicar o rendimento dos cavalos, visto que os parasitos competem pelo alimento além de causar irritação, hemorragias intestinais, quadros anêmicos e outros danos à saúde, apresentando maior severidade, conforme maior grau de infecção do animal. Entretanto, mesmo infecções leves podem afetar o desenvolvimento e desempenho dos cavalos. No contexto desta realidade, devem-se executar atividades que visem a melhoria da qualidade de trabalho dos cavalos de carroceiros, por meio de ações que objetivem orientar os proprietários. Conscientizá-los de que um animal em adequadas condições sanitárias apresentará um melhor rendimento, resultará em maior eficiência para o trabalho. O objetivo deste trabalho foi determinar a situação parasitológica de cavalos de carroceiros em Pelotas, RS. Para a realização do estudo, foram utilizados resultados de diagnósticos realizados no laboratório e resgatados do banco de dados do Grupo de Estudos em Enfermidades Parasitárias (GEEP) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O estudo foi realizado com dados de meses entre janeiro e dezembro de 2018, sendo utilizadas 82 amostras de cavalos as quais foram processadas através da técnica de Gordon e Whitlock (1939) realizando-se a contagem de ovos por grama de fezes (OPG). Os resultados demonstraram alta incidência de parasitismo (87,8%) entre os cavalos de carroceiros, sendo que somente 12,2% das amostras não apresentaram infecção parasitária. Ocorreu maior prevalência de infecções por Estrongilídeos (74,3%). Conclui-se que na população de equinos avaliada, a maioria dos animais estavam parasitados por algum espécime parasitária, sendo os Estrongilídeos, os mais prevalentes. GORDON, H. McL.; WHITLOCK, H. V. A new technique four counting nematode eggs in sheep faeces. Journal Council Science Industry Research, v.12, n.1, p. 50-52, 1939.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
LIGNON, J.; SOMAVILLA LIGNON, J.; FREITAS GONÇALVES, N.; SEIBERT DE LEÃO, M.; GERALDO PAPPEN, F.; DE AVILA ANTUNES, T.; MOSCARELLI PINTO, D. PREVALÊNCIA PARASITOLÓGICA EM CAVALOS DE CARROCEIROS EM PELOTAS, RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.