OSTEOSSÍNTESE EM FRATURA PROXIMAL DE ÚMERO EM CÃO

  • Rainer Reinstein
  • Guilherme Rech Cassanego
  • Francieli Mallmann Pozzobon
  • Camila Lie Yamauchi
  • João Eduardo Wallau Schossler
Rótulo Fratura, proximal, Úmero, Osteossíntese, Cão

Resumo

As fraturas de ossos longos têm papel de destaque na rotina clínico-cirúrgica da medicina veterinária, visto a frequência em que ocorrem, sendo nítida a necessidade de procedimentos ortopédicos reparadores. Durante o ano de 2018 e 1º bimestre de 2019 não foram atendidos pelo Hospital Veterinário Universitário - UFSM casos de fraturas proximais do úmero o que indica a baixa frequência dos casos e torna relevante a descrição. O objetivo deste trabalho é descrever o caso de um canino jovem, sem raça definida (SRD), paciente de fratura proximal de úmero direito, classificada como de Salter-Harris tipo I com deslocamento cranial do fragmento distal, tratado cirurgicamente com utilização de pino intramedular e banda de tensão. No procedimento cirúrgico reparador foi aplicado medicação pré-anestésica, fluidoterapia, anestesia geral, realizado tricotomia da região, posicionamento do animal e antissepsia. Foi realizado incisão de pele e subcutâneo sobre a região crânio-lateral da articulação do ombro, após os músculos braquiocefálico e deltóide porção escapular foram divulsionados com tesoura de Metzenbaum, sendo exposto o segmento ósseo fraturado. Para redução óssea utilizou-se pinça espanhola na porção diafisária do úmero fraturado, foi perfurado um orifício da lateral para a medial, transversalmente do úmero distal à linha de fratura. Ainda, com auxílio da pinça de redução óssea, foi aplicado tração no membro em sentido distal, que com manipulação do fragmento ósseo proximal foi possível a redução. Foram inseridos dois fios de Kirschner nº 2,5mm no tubérculo maior do úmero transversalmente a linha de fratura com auxílio de introdutor manual tipo Jacob, após a inserção foram curvados sobre si e cortados com alicate. Um fio ortopédico foi introduzido no orifício previamente perfurado distal à linha de fratura e laçado em torno dos pinos no padrão de oito formando um dispositivo de banda de tensão. A musculatura foi reorganizada e o tecido subcutâneo reduzido com fio de ácido poliglicólico nº 2-0 com padrão de sutura contínua em zigue-zague e pele aproximada com padrão de sutura Wolf utilizando fio de náilon nº 3-0. O pós-operatório imediato compreendeu o uso de analgesia, anti-inflamatório, uso de colar elizabetano e limpeza no local da incisão com gaze estéril e solução fisiológica estéril NaCl 0,9%. A retirada dos pontos de pele se deu aos 10 dias de pós-operatório onde observou-se a boa recuperação do animal. Conclui-se que as fraturas de origem epifisárias ocorrem em animais jovens e são pouco comuns na porção proximal do úmero nos animais de companhia, deste modo o caso contribui no estudo da patogenia dos casos de fratura Salter Harris tipo I em caninos, colaborando com dados de prevalência de enfermidades ainda pouco conhecidas na medicina veterinária.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2020-03-30
Como Citar
REINSTEIN, R.; RECH CASSANEGO, G.; MALLMANN POZZOBON, F.; LIE YAMAUCHI, C.; EDUARDO WALLAU SCHOSSLER, J. OSTEOSSÍNTESE EM FRATURA PROXIMAL DE ÚMERO EM CÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.