IMPACTO ECONÔMICO DO ABATE DE FÊMEAS OVINAS PRENHAS

  • Gustavo Soares
  • Gustavo Soares
  • Gustavo Tuerlinckx Vaz da Rosa
  • Igor Teixeira Costa
  • Fabrício Dias Alves Gularte
  • Gabriel Brocessewisk Strada
  • Patrícia de Freitas Salla
Rótulo Ovinocultura, Pecuária, Inspeção, Gestantes

Resumo

A retomada do crescimento na ovinocultura é em parte impulsionado pelo desenvolvimento do mercado consumidor de carne ovina. Esse mercado embora em maioria informal, tem tido um avanço gradativo e lento formalmente, dentro destes abates formais o número de fêmeas é de grande significância, esse fato é um ponto chave para o progresso da cadeia produtiva, podendo influenciar diretamente na produção do principal produto que são os cordeiros. O presente trabalho tem como objetivo relatar a incidência de abates de fêmeas, estando estas com prenhez positiva ou vazias em um abatedouro de ovinos em Santana do Livramento, RS, ressaltando a importância do aumento da vida útil das fêmeas e o impacto que o abate das fêmeas gestantes traz para o produtor e indústria. Para a realização deste trabalho foram utilizados dados de abate de um frigorifico, com resultados embasados em literatura revisada. Apesar de uma redução de 40% no rebanho nacional a produção em toneladas de carne ovina oscilou em torno de 78 mil no período de 1990 a 2007, em 2018 o Brasil possui, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 18.948.934 cabeças de ovinos, e é considerado um importante e potencial produtor de derivados da ovinocultura, dentro destes produtos a carne surge na atualidade como o produto de maior significância para agroindústria abordada, já que a lã perdeu o lugar como o produto de maior valia. Embora por uma deficiente fiscalização oficial e por fatores que favorecem o abate clandestino os abates ainda sejam em grandes partes informais, a indústria da carne ovina vem progredindo e procurando certificar-se e alavancar este nicho de mercado. Em Santana do Livramento, um frigorífico específico de ovinos abateu em média 1011 ovinos por mês, nos primeiros quatro meses de 2019. Destes, uma média de 64,51% eram fêmeas e aproximadamente 116 destas estavam com prenhez positiva. Embora a legislação não puna as carcaças, não trazendo prejuízos para a indústria, logo os produtores que encaminham fêmeas prenhas para o abate também não são penalizados e a prática se torna comum e recorrente. Com esse fato, o produtor cursa com prejuízos indiretos que não são mensuráveis visto que o abate de fêmeas prenhas é o descarte de uma matriz e sua potencial cria tornando nulo o trabalho aplicado em torno do sistema de cria caso o abate de fêmeas prenhas seja não intencional, cursando assim com uma diminuição da vida reprodutiva uma fêmea, desperdiçando assim uma parcela de seu potencial de produção. Concluímos que a incidência de abates de fêmeas é um fato prejudicial para o progresso da ovinocultura pois além de promover o abate de matrizes cursa com o desperdício de possíveis cordeiros que são o produto principal na ovinocultura atual. Além disso, a alta taxa de abate de fêmeas caracteriza um futuro déficit de matrizes e consequente desestabilização do mercado, como acontece em determinadas épocas na bovinocultura.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
SOARES, G.; SOARES, G.; TUERLINCKX VAZ DA ROSA, G.; TEIXEIRA COSTA, I.; DIAS ALVES GULARTE, F.; BROCESSEWISK STRADA, G.; DE FREITAS SALLA, P. IMPACTO ECONÔMICO DO ABATE DE FÊMEAS OVINAS PRENHAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.