COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA DA FORRAGEM E DO FENO DA AVEIA BRANCA

  • João da Silva
  • Ana Claudia Toledo de Oliveira
  • Talita Leonardi Damasceno
  • Édipo Alex Malavolta Ramao
  • Deise Dalazen Castagnara
Rótulo Feno, Forragem, Aveia-Branca

Resumo

A aveia-branca (Avena sativa L.) tem assumido grande relevância como cultura de escolha na estação fria em uma ampla área de cultivo no Brasil, principalmente nos estados do Sul. Considerando o fato de que a cultura possui elevada produção de matéria seca, alta capacidade de perfilhamento e de rebrote com valores nutricionais relevantes e compatíveis para categorias de bovinos altamente exigentes. Entretanto, trata-se de uma forrageira hibernal, cujo cultivo fica restrito ao período do inverno, contemplando áreas destinadas à cultivos de grãos como soja e milho durante o verão. Nesse contexto, a forrageira é potencialmente utilizável tanto na forma de pastagem in natura quanto na forma de forragem conservada, cuja alternativa promissora é a fenação. No entanto, perdas nutricionais podem ocorrer durante o processo de secagem da forragem, sendo assim, objetivou-se com este estudo avaliar as modificações na composição bromatológica da forragem de aveia fresca e após desidratação para obtenção de feno. O experimento foi conduzido em propriedade produtora de feno e utilizou-se aveia branca cv. IPR 126. O corte foi realizado quando a aveia atingiu o estádio fenológico de pré-florescimento e permaneceu no campo para desidratação por um período de 96 horas, com posterior enfardamento. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado com dois tratamentos forragem fresca e feno, com dez repetições. A amostragem foi obtida com a forragem fresca e após fenação. Foram determinados os teores de proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), lignina, celulose e hemicelulose. Observou-se um aumento nos teores de PB da forragem fresca (129,6 g/kg) para o feno (142,4 g/kg). Da mesma forma, observou-se uma elevação nos conteúdos de FDN, FDA e Hemicelulose, com aumentos de 52,7; 16,7 e 36,0 g/kg de MS respectivamente. Essas alterações devem-se ao consumo dos carboidratos solúveis que ocorre durante a desidratação da forragem e continuidade da respiração da planta mesmo após o corte para a fenação. Com a redução do conteúdo de carboidratos solúveis, os demais constituintes acabam tendo seus teores aumentados na matéria seca. O processo de fenação altera a composição da forragem de aveia, elevando os teores dos constituintes fibrosos e da proteína bruta, porém, sem comprometer o valor nutricional do feno obtido.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
DA SILVA, J.; CLAUDIA TOLEDO DE OLIVEIRA, A.; LEONARDI DAMASCENO, T.; ALEX MALAVOLTA RAMAO, ÉDIPO; DALAZEN CASTAGNARA, D. COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA DA FORRAGEM E DO FENO DA AVEIA BRANCA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.