MELISSOPALINOLOGIA DE AMOSTRAS DE MÉIS COLETADAS NA REGIÃO DA CAMPANHA

  • Bruna Nicaretta
  • Nathalia de Moura Brasil
  • Michaella Santos Fernandes de Almeida
  • Isaura Ficagna Azeredo
  • Estevan Martins De Oliveira
Rótulo MELISSOPALINOLOGIA, DE, AMOSTRAS, MÉIS, COLETADAS, NA, REGIÃO, DA, CAMPANHA

Resumo

i) introdução: A análise polínica, também conhecida por melissopalinologia, do mel é imprescindível para a identificação das fontes vegetais e caracterização da origem floral utilizada pelas abelhas para a produção de mel na região. A partir da análise polínica, são determinados a presença de pólens dominantes >45%, acessórios 45 a 15%, isolados 15 a 3% e ocasionalmente isolado <3%. As análises físico-químicas buscam identificar se o mel atende a legislação nacional; ii) objetivos: Análise polínica dos méis da região da campanha gaúcha, analisar a qualidade do mel a partir de análises químicas; iii) material e métodos: Foram utilizadas méis proveniente dos municípios de Bagé, Aceguá e Pinheiro Machado no estado do Rio Grande do Sul. O preparo das lâminas para análise microscópica foi adaptado de MORETTI et. al (2000). Para as análises físico-químicas, foram feitas as determinações de: Acidez, atividade diastásica, hidroximetilfurfural, reação de lugol, reação de Fiehe e umidade, segundo a metodologia do Instituto Adolfo Lutz (2008). iv) resultados e discussão: As lâminas analisadas indicaram presença de grãos de pólen dominante das espécies Vivianiaceae; Eucalyptus (Myrtaceae); Citrus sinensis (Rutaceae C), o que é justificável pela importantes expressão plantas selvagens, de cultivo de eucalipto e laranja na região. Foram identificados grão de pólen acessórios das espécies Myrcia (Myrtaceae); Vivianiaceae; Anacardiaceae S: Schinus terebinthifolius, pólens isolados das espécies Sterculiaceae D: Dombeya wallichii; Ilex sp. (Aquifoliaceae I); Compositae (Asteraceae); Lithraea brasiliensis (Anacardiaceae L). Foi observado também a presença de fragmentos vegetais e melaço de diversas origens, principalmente Eucalyptus (Myrtaceae). Os resultados obtidos indicaram que 80% das amostras apresentaram índice de diástase dentro dos padrões exigidos pela legislação brasileira (superior a 8), com média de 10,016 ± 1,81. Todas as amostras deram positivas para o HMF (menor que 60 mg/kg), variando de 0,89 a 20,23 mg/Kg. Para a reação de Fiehe 71,43% das amostras deram positivas, indicando a presença de substâncias produzidas durante o superaquecimento de mel ou a adição de xaropes de açúcares. Todas as amostras apresentaram resultados negativos para a reação de Lugol, indicando que não há presença de amido e dextrinas no mel. Já para a reação de Lund, 100% das amostras foram positivas para a presença de albuminóides. A umidade média das amostras foi de 18,85% ± 1,22. v) conclusão: O mel da região estudada apresenta significativa quantidade de grãos de pólen de Vivianiaceae; Eucalyptus (Myrtaceae); Citrus sinensis (Rutaceae C), na qual os grãos de pólen de Eucalyptus (Myrtaceae) ocorre como fonte vegetal dominante em várias amostras analisadas. As análises físico-químicas indicam que pode ter havido problemas no processo de colheita e armazenamento de algumas amostras de mel, o que aponta para a necessidade de voltar a atenção para maiores cuidados nestas etapa

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
NICARETTA, B.; DE MOURA BRASIL, N.; SANTOS FERNANDES DE ALMEIDA, M.; FICAGNA AZEREDO, I.; MARTINS DE OLIVEIRA, E. MELISSOPALINOLOGIA DE AMOSTRAS DE MÉIS COLETADAS NA REGIÃO DA CAMPANHA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.