ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO DE ANTOCIANINAS DE CASCA DE BAGAÇO DE UVA (VITIS VINÍFERA)

  • Ana Machado
  • Andressa Carolina Jacques
  • Gabriela Silveira da Rosa
Rótulo Banho, ultrassônico, Corante, natural, Aproveitamento, resíduos, Resíduos, industriais, Indústria, vinícola

Resumo

A cor desempenha um papel muito importante na aceitação de alimentos, pois é uma das primeiras características percebidas pelos sentidos e é usada pelos consumidores para a rápida identificação e aceitação destes. A partir da cor que os consumidores julgam a qualidade de um produto, e a indústria alimentícia utiliza corantes há séculos para aprimorar ou restaurar a aparência original dos alimentos ou garantir a uniformidade. A segurança dos corantes sintéticos tem sido questionada nos últimos anos, levando a uma redução no número de corantes permitidos e o aumento significativo do interesse em corantes naturais como consequência da conscientização do consumidor quanto ao uso de aditivos sintéticos em seus alimentos. Com essa demanda por corantes alimentares de fontes naturais que podem servir como alternativas ao uso de corantes sintéticos, pesquisas vêm sendo feitas possuindo antocianinas como foco. O interesse em alimentos e extratos ricos em antocianinas se intensificou devido aos seus possíveis benefícios à saúde, pois são potentes antioxidantes e com efeitos positivos na prevenção de enfermidades cardiovasculares, circulatórias, cancerígenas, diabetes e mal de Alzheimer. As uvas são ricas fontes de antocianinas e flavonoides biodisponíveis, e uma das frutas mais produzidas no mundo ocupando 7.5 milhões de hectares, sendo 86 mil hectares só no Brasil. Dessa produção 55% está destinada a produção de vinho e cerca de 210 mil toneladas/ano de resíduos vinícolas são gerados, compostos em sua maioria pelo bagaço (semente, película e baga). Nesse contexto, este estudo teve como objetivo estudar a influência das condições de extração das antocianinas da casca do bagaço de uva a partir da aplicação de temperatura e utilização de banho ultrassônico. Para isso foram preparados dois extratos etanólicos utilizando a casca de bagaço de uva liofilizada como amostra, e etanol acidificado com HCl, como solvente. A primeira extração (T1) foi realizada adicionando o solvente à amostra e agitando-o a cada cinco minutos durante uma hora, a segunda extração (T2) foi feita utilizando o banho ultrassônico a 35°C, durante uma hora. As análises foram realizadas em triplicata e os resultados expressos em base seca, obtendo-se as seguintes concentrações de antocianinas: T1 = 150,60 ± 0,54 mg.100g-1; T2 = 200,73 ± 0,35 mg.100g-1. Com os resultados obtidos e procedimento experimental, foi possível averiguar qualitativamente e quantitativamente a melhora no processo de extração ao se aplicar o tratamento, obtendo uma diferença nos extratos de 33 %. Isso mostra o potencial da metodologia para futuras aplicações em alimentos e estudo de aumento de eficiência solventes não tóxicos para preparação do extrato.

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Publicado
2020-03-30
Como Citar
MACHADO, A.; CAROLINA JACQUES, A.; SILVEIRA DA ROSA, G. ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO DE ANTOCIANINAS DE CASCA DE BAGAÇO DE UVA (VITIS VINÍFERA). Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 30 mar. 2020.