Revista Estratégia e Desenvolvimento https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/RED <p dir="ltr" style="text-align: justify;">A Revista Estratégia e Desenvolvimento é um veículo que prima pelo apoio e divulgação de pesquisas na área de Administração, Turismo, Contabilidade e Economia com enfoque nas áreas temáticas propostas a seguir:</p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;">Organização e &nbsp;Desenvolvimento - Teorias das Organizações; Comportamento Organizacional; Desenvolvimento Regional e Territorial; Desenvolvimento Rural; Desenvolvimento Econômico e Sustentável; Economia Rural; Gestão de Pessoas; Relações de Trabalho; Ensino e pesquisa em Organizações e Desenvolvimento; Estudos Fronteiriços; Políticas Públicas; Economia Industrial e Organização Industrial.</p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;">Estratégia e Sistemas - Estratégia em organizações; Complexidade e Redes Neurais; Tecnologia de Informação; Sistemas de Informação; webdemocracia e participação digital; Marketing; Gestão Socioambiental; Cadeias de suprimento; Administração da Produção; Administração Pública; Finanças; Ensino e pesquisa em Estratégia e Sistemas.</p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;">A missão do Periódico é: Disseminar pesquisas no âmbito da Administração e suas áreas correlatas.</p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;">ISSN: 2526-9526</p> pt-BR Revista Estratégia e Desenvolvimento 2526-9526 Para Além das Estruturas https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/RED/article/view/103274 <p>A preocupação com a estrutura organizacional está presente nos Estudos Organizacionais (EO), pois, ao longo do tempo, a abordagem mais utilizada para entender as organizações tem sido a partir do conceito de estrutura, sendo que, por muito tempo, organização e estrutura foram trabalhadas como sinônimos. Neste ensaio, propomo-nos realizar um resgate histórico das origens ontológicas e epistemológicas da abordagem processual que fez emergir novas lentes para considerar o sujeito e sua ação, buscando alternativas para ir além das estruturas. Apresentamos as ideias da filosofia do processo de Henri Bergson, o rizoma de Gilles Deleuze e Felix Guattari, o campo aberto de Robert Cooper, e a produção de sentido de Karl Weick. O resgate histórico permitiu compreender que adotar uma perspectiva processual nos EO é uma forma de tentar compreender o homem em ação e não apenas representar a realidade a partir de um <em>frame</em>.</p> Igor B. O. Medeiros Camila Furlan da Costa Copyright (c) 2020 Revista Estratégia e Desenvolvimento 2020-08-14 2020-08-14 4 1 Contribuições de Bourdieu e Boltanski para os estudos sobre a precarização do trabalho https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/RED/article/view/103277 <p>O presente estudo tem por objetivo compreender e examinar aspectos históricos e sociais relacionados à precarização nas relações do trabalho contemporâneo através da análise dos estudos desenvolvidos por Pierre Bourdieu e Luc Boltanski. Trata-se de um ensaio teórico que identificou existir no trabalho de Boltanski uma análise sociológica da precarização no trabalho. Enquanto em Bourdieu, apesar de ser reconhecido como o primeiro autor a utilizar o termo “precariedade”, considerou-se que os textos analisados não apresentam uma análise sociológica da precarização. Seus textos registram, mais fortemente, uma crítica política ao capitalismo, bem como às consequências que a precarização tem gerado nas vidas das pessoas. Além disso, constatou-se que diversos autores sugerem o uso do constructo teórico de <em>habitus</em> de Bourdieu como ferramenta analítica nos contextos da precarização, sendo essas as principais contribuições deste artigo para as áreas de Estudos Organizacionais e Relações de Trabalho.</p> Rodilon Teixeira Copyright (c) 2020 Revista Estratégia e Desenvolvimento 2020-08-14 2020-08-14 4 1 AUTOGESTÃO E SUAS POSSIBILIDADES: CONTRIBUIÇÕES DAS NOÇÕES PÓS-ESTRUTURALISTAS DE COLETIVO E HETEROGENEIDADE https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/RED/article/view/103316 <p>com origens anarquistas e fruto de movimentos operários, a autogestão é, geralmente, analisada e adotada como uma forma de contrapor a gestão capitalista, que age a partir de uma hierarquia e subordina o trabalho ao capital. Entretanto, sem deixar de ser uma possibilidade de se pensar a gestão, mas buscando ir além do contraponto, o presente ensaio teórico traz para a discussão os conceitos de coletivo e de heterogeneidade , oriundos de teorias pós-estruturalistas, para dizer que podemos ter autogestões em uma autogestão, assim como várias autogestões. Todas nos possibilitam e, ao mesmo tempo, são efeitos de diferentes ser e estar no mundo.</p> Patricia Kinast De Camillis Copyright (c) 2020 Revista Estratégia e Desenvolvimento 2020-08-14 2020-08-14 4 1 BUROCRACIA E PRÁXIS: UMA CRÍTICA À ORGANIZAÇÃO RACIONAL BUROCRÁTICA https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/RED/article/view/103320 <p>Este ensaio defende o argumento de que a burocracia como estrutura de dominação reprodutora das relações sociais capitalistas opera como força disciplinadora da práxis. Para tanto, o trabalho revisita a obra de Weber (2012), Economia e Sociedade, em seus conceitos de ação social e dominação, para compreender o que o autor define como dominação racional legal, que tem como quadro administrativo a burocracia. A burocracia é um sistema ordenado de mando e subordinação, que opera segundo critérios impessoais e métodos racionais. Suas características são próprias de uma racionalização intrínseca ao sistema de produção capitalista. Como estrutura de dominação que busca assegurar e salvaguardar o controle do capital sobre o corpo social, ela formaliza a prática para que opere mecanicamente. Assim, visto que ela se espalha para as mais diversas esferas da vida social, pois o grande conjunto de organizações que regem a sociedade segue o esse modelo, a práxis, como atividade social humana atrelada ao processo histórico e ao possível, se burocratiza e empobrece.</p> Luiza Damboriarena Copyright (c) 2020 Revista Estratégia e Desenvolvimento 2020-08-14 2020-08-14 4 1 Empreendedorismo – um conceito impreciso https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/RED/article/view/103409 <p>O propósito deste ensaio é discutir as definições de empreendedorismo, ilustrando que as suas diferenças, quando não consideradas e sem o cuidado de aprofundamento teórico, prejudicam a construção do conhecimento nas pesquisas acadêmicas, impedindo que se estabeleça uma teoria sólida nesse tema. Em um esforço de síntese, são apresentadas diferentes visões sobre o que é ser empreendedor e como esta “função” se relaciona com a economia e o desenvolvimento social. Considera-se o contexto do neoliberalismo, reconhecendo que o ideário neoliberal prescreve a forma empresa como solução para a organização dos negócios, das pessoas, da vida. Ao final, deixa-se a reflexão acerca do reflexo dessa imprecisão conceitual nas pesquisas para o ensino superior.</p> Patricia Tometich Copyright (c) 2020 Revista Estratégia e Desenvolvimento 2020-08-14 2020-08-14 4 1